A cruzada para a aquisição das vacinas contra a Covid-19

Fecam assina, na tarde de quinta-feira, um termo de compromisso com o instituto Butantan, em São Paulo, para compra da Coronavac. Governo do Estado já tem um plano de vacinação pronto


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Tiago Monte

Criciúma/São Paulo

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Com os casos de infecção por coronavírus em franco crescimento, em Criciúma e região, e os hospitais à beira de um colapso com a iminente falta de leitos de UTI, intensifica-se a busca pela tão esperada vacina contra a Covid-19. E mais um passo importante foi dado, na tarde desta quinta-feira: a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) assinou um termo de compromisso para a aquisição de doses da vacina Coronavac, que teve a produção começada no Instituto Butantan, de São Paulo. “Os prefeitos estão defendendo o interesse do cidadão catarinense e buscando solução para a Covid-19. Não é sentimento partidário, mas coletivo. A mensagem que temos que levar para Santa Catarina é que temos que estar amparados por dados científicos, manter as medidas de restrição, mas também ir atrás de uma medida definitiva para o problema”, comenta o presidente da Fecam, Paulo Roberto Weiss. Ele é prefeito de Rodeio.

A assinatura do contrato formaliza o interesse das cidades catarinenses em adquirirem a Coronavac, após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Vamos abraçar essa causa e encontrar dias melhores para o povo catarinense e brasileiro. Na semana que vem vamos procurar diálogo com o Governo do Estado”, pontua Weiss.

A vacina será produzida na capacidade máxima do instituto: um milhão de doses por dia. Para isso, o local trabalhará 24 horas por dia e sete dias por semana. Até outubro, a operação era de segunda a sexta-feira em dois turnos. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina serão produzidas no local.

A matéria-prima chegou da China na semana passada e está armazenada em câmara fria e contêineres de aço inox. A partir de agora, os contêineres foram encaminhados para a sala de tanques para transferência do composto para a bolsa de agitação e então para o tanque onde ocorre o envase. Ainda em outubro, o Governo de São Paulo e o Butantan anunciaram que a Coronavac é a mais segura entre as vacinas que estão em etapa final de estudos no Brasil.

Plano de vacinação será divulgado em breve

Santa Catarina já tem um plano de vacinação pronto contra a Covid-19. Ele deve ser anunciado em breve pelo governador Carlos Moisés da Silva, que esteve em Criciúma na quinta-feira. As vacinas devem começar a ser aplicadas a partir de fevereiro, em todo o Brasil. O estado catarinense seguirá o plano nacional de imunização, desenvolvido pelo Governo Federal.

A organização será realizada pelo Estado, juntamente aos municípios. “Nós, enquanto Estado, estamos adquirindo 20 milhões de seringas para que a gente possa efetivamente aplicar as doses e distribuir aos municípios também”, pontua o governador. Entretanto, Moisés  defende que a imunização deve ser feita pelo Governo Federal. “A responsabilidade de imunizar a população brasileira é do Ministério da Saúde, do Governo Federal. Ele deve articular porque a responsabilidade dos Estados e municípios é com a logística e o efetivo programa de vacinação e campanhas. Nós entendemos que o governo central deve adquirir as vacinas e distribuí-las”, destaca.

Assim, a diretoria da Fecam procurará o governador para um entendimento sobre o tema. “Nós entendemos que essa ação deve ser centralizada. Obviamente, se isso não acontecer, o governo do estado também o fará. Nós entendemos que é de extrema importância que o governo central tome essa decisão e atitude. O que nos parece é que já tomou, no sentido de adquirir mais de 300 milhões de unidades para distribuir aos Estados”, ressalta Moisés.

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