A baixa escolaridade e as drogas como causa da vulnerabilidade social

Em uma das cidades com melhor IDH da Amrec, a pobreza é menos visível, mas está presente em Siderópolis

Bairro Dona Sebastiana é uma das áreas que concentra famílias em situação de pobreza em Siderópolis (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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Muitas famílias diariamente têm que tomar a decisão: usar a renda, às vezes oriunda de assistência social, para pagar as contas ou colocar alimento na mesa. Em um país cuja taxa de desemprego ultrapassou os 13,8%, ou seja, mais de 13,1 milhões de pessoas, a pobreza é distribuída de forma desigual, mas ela está presente inclusive nas regiões mais ricas.

Mesmo Santa Catarina destacando-se como o terceiro estado com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – tendo como base levantamento do IBGE de 2010, ano do último censo realizado – e a Amrec ser a região mais desenvolvida do Sul catarienense, a pobreza é a realidade de milhares de famílias. Em alguns municípios, os problemas socioeconômicos são mais latentes, enquanto em outros se exige um trabalho mais aprofundado para localizá-los.

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Há 10 anos, Siderópolis despontava como o terceiro maior IDH da Amrec. Segundo informações da Secretaria de Assistência Social do município, atualmente 212 famílias são beneficiárias do Bolsa Família, especialmente nos bairros Dona Sebastiana e Tereza Cristina.

As causas da vulnerabilidade social variam. A pobreza é acompanhada pela baixa escolaridade, mas pode ser acentuada – ou originada – pelo uso de drogas. Em Siderópolis, somam-se aos dois fatores o emprego informal, a violência contra a mulher e o idoso, e a falta do imóvel próprio – o que coloca as famílias no dilema entre pagar o aluguel ou comprar comida.

A reportagem do Tribuna de Notícias foi até o município e conversou com famílias que moram no Tereza Cristina e Dona Sebastiana. Apesar de não serem identificados como bolsões de vulnerabilidade, nos quais os problemas sociais são latentes a quem transita pelas ruas, parte das famílias identifica-se como em situação de pobreza. Muitas contam a própria história e pedem ajuda: por comida e roupas, por emprego ou até mesmo para abandonar o vício que quase as leva à ruína.

A matéria completa você confere no jornal impresso desta terça-feira.

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