Velejadores criciumenses vencem etapa de 54 horas no RJ

Regata Santos-Rio é uma das mais tradicionais do esporte no Brasil

Foto: Divulgação
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Gustavo Milioli

Uma tripulação contendo três velejadores de Criciúma venceu uma das principais etapas da navegação de barco a vela do Brasil. Eles enfrentaram 54 horas de mar em condições extremas para superar os outros 68 barcos competidores e conquistar o título. O trajeto entre as cidades litorâneas de Santos/SP e o Rio de Janeiro é chamado de Regata Santos-Rio, que contém 220 milhas náuticas e já chegou a sua 70ª edição.

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A equipe vencedora foi formada por oito velejadores. Os representantes da Capital do Carvão foram Fernando Zomer, Duda Mondardo e Jorge Carneiro. “Nós largamos na última quarta-feira ao meio-dia em Santos e finalizamos por volta das 6h de domingo”, conta o vencedor Fernando Zomer. A vitória teve requintes ainda mais especiais pelo alto nível dos competidores. Os principais nomes do Brasil estavam presentes.

Importância

“Foi uma regata dura, que contou com vários nomes importantes da vela nacional. Estiveram velejadores olímpicos, entre eles toda a família Grael, que tem bastante tradição no esporte. Teve também vejadores da Marinha, acostumados a esse tipo de competição”, destaca Zomer.

As instáveis condições climáticas deixaram a regata ainda mais difícil. “Teve muito vento, muitas ondas, frio… Exigiu bastante tanto dos velejadores, quanto dos barcos para que conseguíssemos completar a prova”, ressalta o velejador. Dos 68 barcos que largaram em Santos, apenas 22 conseguiram completar o trajeto.

Quando a equipe chegou ao Rio de Janeiro, a tripulação ainda não tinha o conhecimento da vitória. O objetivo inicial era apenas finalizar a prova sem desistir. “Foi uma alegria imensa para todos nós”, comemora Zomer. Além do trio de Criciúma, o barco ainda contava com integrantes de Florianópolis e Curitiba. Apenas dois dos oito velejadores já haviam disputado a Regata Santos-Rio anteriormente.

Alimentação durante a prova

A vela é um esporte que exige esforço físico e psicológico. Como a maioria das provas é de longa duração, os atletas revezam entre os que comandam o barco e os que descansam. Para a alimentação, os tripulantes levam comidas prontas de fácil digestão. “O barco conta com uma cozinha contendo geladeira e fogão pequenos. Trazemos algo instantâneo, que dê para preparar com água. E bastante barrinhas, bolachas, porque corremos o risco de enjoar com os movimentos do barco e por isso comemos alimentos mais leves”, expõe.

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