Tigre: Um herói do passado eternizado no Majestoso

Chiquinho, autor de dois gols no primeiro título catarinense do Criciúma – na época ainda Comerciário – é retratado em grafite no Muro Carvoeiro

foto: guilherme cordeiro
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Tiago Monte

Criciúma

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A história de um clube de futebol é construída pelas glórias do passado. Os principais jogadores e títulos são o que dão a tradição necessária para a perpetuação ao longo do tempo. Em 1968, aconteceu a conquista do primeiro título catarinense pelo Comerciário. De lá para cá, o nome mudou para Criciúma Esporte Clube, mas os heróis do passado estão eternizados na memória do clube.

Na campanha daquele campeonato, uma vitória por 4 a 2 sobre o Inter de Lages. E o grande nome do jogo foi Orlando Costa, popularmente conhecido por Chiquinho. Hoje, aos 74 anos, ele está eternizado no Muro Carvoeiro – uma linha do tempo, desenhada em grafite pelo artista Ricardo Herok – no pátio do estádio Heriberto Hülse. Na partida, Chiquinho marcou dois gols. Valdomiro e Bossinha completaram o placar. “Para mim é um orgulho, estou satisfeito e contente com a homenagem que o clube faz para a gente e para o passado”, comenta Chiquinho.

Uma rara foto deste jogo foi retratada pelo artista na parede do Majestoso. Depois do Comerciário, Chiquinho seguiu, juntamente com Valdomiro, para o Internacional de Porto Alegre. Ele também atuou pelo Próspera e pelo América de Joinville. “Foi daqui que eu segui a minha carreira de jogador, então, é tudo muito especial. O Lauro Búrigo (ex-treinador) me buscou para o Comerciário. Daqui, eu fui para o Internacional de Porto Alegre, onde fiquei por três anos. E hoje eu sou muito grato a tudo isso”, relembra Chiquinho, que iniciou no futebol amador de Criciúma.

O ex-jogador atuava como centroavante e brilhou no final da década de 60 e início dos anos 70. “Eu era matador. Fazia gol mesmo”, enfatiza, sem falsa modéstia, o eterno herói do passado.

Iniciativa valoriza a história

O Muro Carvoeiro retrata os principais momentos da história do Tigre, que começou com o Comerciário. “É um prazer, a gente ter oportunidade de eternizar um herói do passado, ainda em vida, como o Chiquinho. Poder contar com a presença física dele aqui é algo sensacional”, explica o Diretor Comercial e de Marketing do Criciúma, Júlio Remor.

Na decisão do Catarinense de 68, o Comerciário superou o Caxias, de Joinville, após três jogos. Nos dois primeiros, empates em 0 a 0, no estádio Ernestão, em Joinville, e 1 a 1 no Heriberto Hülse. A terceira partida foi disputada em Florianópolis, no estádio Adolfo Konder, e terminou em 2 a 0 para o Comerciário. “Ele (Chiquinho) foi jogador do nosso primeiro título estadual, em 1968, ainda pelo Comerciário e agora ele está eternizado no muro do nosso estádio. É um herói do passado, um ídolo”, finaliza Remor.

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