Tigre: Técnico e diretor falam em infantilidade

Itamar Schulle ressalta que os jogadores da defesa não eram inexperientes para sofrerem os lances de gols

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Tiago Monte

Criciúma

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O discurso do técnico Itamar Schulle e do diretor de futebol, Édson Gaúcho, estavam afinados, ao final do jogo desta quinta: 4 a 4 entre Tigre e Ypiranga (RS). Ambos afirmaram que o time foi infantil ao ceder o empate ao Ypiranga. “A infantilidade que nós tomamos o gol é algo absurdo para atletas que já tem uma experiência. Eu não coloquei meninos vindo da base para jogar no sistema defensivo, mas o futebol é assim: com muita consciência e resiliência, eu digo que vou continuar fazendo o meu melhor para honrar a camisa do Criciúma”, comenta Schulle.

O diretor seguiu a mesma linha de avaliação. “O Itamar já relacionou tudo. É muita infantilidade em uma equipe profissional. Não pode tomar dois gols, onde você marca a bola e deixa o homem sozinho. Isso é coisa de categoria de base”, ressalta Edson.

Para o treinador, o time melhorou a parte ofensiva, mas se complicou na zaga. “Bola parada eu treino e peço para os laterais para não deixar o atacante do lado oposto antecipar. Quando tem falta, eu oriento para ficar na frente da bola e não deixar cobrar. Tudo isso é falado e cobrado. Então, a culpa, mais uma vez, é minha. A gente melhorou, o mérito de melhorar e fazer os gols é dos atletas, pelo que executaram, e as deficiências, o culpado é o treinador. Então, vamos de novo. Mas é muita infantilidade para tomar gols. Eu fico muito triste porque sou treinador e tenho muito cuidado no que eu falo e oriento meu grupo, assim como o que eu treino. Mas tem que ter uma via de mão dupla. Eu não tenho como fazer mais do que o que eu tenho feito durante a semana, orientado e falado para eles”, destaca o Itamar.

Schulle diz que orienta muito os atletas nos treinos, mas espera execução dos atletas. “Se eu estou dentro de campo, não bate aquela bola. Eu fico na frente da bola e não deixo cobrar. Mas isso era eu quando jogava, agora não jogo mais. Eu queria que a torcida e a imprensa vissem o treino, porque a gente trabalha e treina, mas tem que executar. Eu falo muito pra eles, mas tem que executar”, enfatiza.

O diretor de futebol reforçou que o resultado foi ocasionado por incapacidade do time do Criciúma. “A culpa é do técnico porque ele é o responsável pelo time. Mas e os atletas? Eles também são responsáveis. Não é sempre só na conta do técnico. Eu vejo o treinamento todos os dias e sei que é falado e mostrado. E como faz? Infelizmente, a nossa equipe não venceu por incapacidade nossa e não por mérito do adversário”, diz.

Gaúcho ressalta que o time não será rebaixado. “A equipe não vai conseguir a classificação, mas também não tem possibilidade de rebaixamento.Nós temos jogo em casa, onde podemos vencer e classificar, independente de resultado. Temos mais um jogo fora contra o São José e eu penso que vamos cumprir os dois jogos, mas sem risco de rebaixamento”, finaliza Édson Gaúcho.

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