Tigre: Técnico com vergonha do resultado

Em tom cabisbaixo, e após chorar no vestiário, Itamar Schulle expõe o sentimento após a derrota para o São José

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Tiago Monte

Porto Alegre

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Muito diferente da forma que se apresentou, após os jogos anteriores, o técnico Itamar Schulle, em tom cabisbaixo, expôs o sentimento de vergonha, depois da derrota por 2 a 0 para o São José, em Porto Alegre, na tarde deste sábado. Ele admitiu, inclusive, ter chorado no banheiro do vestiário Francisco Noveletto, após mais um revés do Tigre. “O sentimento é de um cara revoltado, que esteve no banheiro, agora, chorando. Um treinador que não tem nem vontade de entrar no ônibus para voltar com a delegação. Essa é a minha vergonha, não falo dos outros. É a minha vergonha”, ressalta.

Itamar reforça que não é um profissional derrotado e colocou, inclusive, situações pessoais para justificar a postura. “Sentimento frustrante porque eu não sou um derrotado, não nasci em berço de ouro. Fui pego para criar com dois meses, então, a minha vida é dura, agora esse é o meu sentimento: de tristeza e vergonha. Não estou passando bem nesse momento e é algo muito triste e uma coisa que eu não estou habituado a passar por esses momentos”, destaca.

O treinador apelou para a religiosidade para suportar o momento complicado. Inclusive, embargou a voz e não concluiu a resposta de uma das perguntas na entrevista coletiva conduzida pelo assessor de imprensa do clube. “Deus tem me ensinado muito a passar por esses momentos, mas está muito difícil para mim passá-los. Quando as coisas não dão certas, da maneira que a gente se dedica é treina, é algo muito frustrante e triste. Eu como treinador… Deixa por aqui, quanto mais falar, pior fica”, comenta.

Após falar em infantilidade da equipe, no empate com o Ypiranga por 4 a 4, o treinador minimizou as falhas individuais na derrota para o São José e não responsabilizou o lateral Bruno Oliveira, que cometeu o pênalti que resultou no primeiro gol do time gaúcho. “Não vou aqui falar de infantilidade do Bruno ou de quem quer que for. No jogo passado, tivemos nossos erros, em um time que vencia com três gols de diferença e depois por 4 a 2 aos 34 minutos do segundo tempo. Tivemos várias coisas infantis que foram cobradas por mim, durante a semana, e foram treinadas para não se repetirem também. Não foi só cobrado, foi treinado também. Hoje não vou ficar aqui falando se foi esse ou aquele. Isso internamente, quando for preciso, como foi na semana que passou, a gente fala com o atleta e com o grupo. Infelizmente, alguns erros nos levaram a cometer os pênaltis e perder a partida”, finaliza.

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