Tigre joga mal e perde outra fora de casa

Em uma partida fraquíssima tecnicamente, Criciúma tem falhas na defesa e leva 2 a 0 do Boa Esporte. Time segue sem garantir três pontos longe do Majestoso e pode sair do G-4 do Grupo B

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Tiago Monte

Varginha/MG

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Fotos: Celso da Luz/CEC

Sai técnico, entra técnico. Sai jogador, entra jogador e o Tricolor Carvoeiro segue protagonizando vexames, fora de casa, pela Série C. Na tarde deste domingo, com falhas da defesa, o time levou 2 a 0 do Boa Esporte, no estádio Municipal de Varginha. Foi a primeira vitória dos mineiros na Série C deste ano. Com o resultado, o Tigre, agora treinado por Itamar Schulle, segue entre os quatro primeiros colocados do Grupo B na Série C, mas pode perder a posição, caso o Tombense vença hoje o São José-RS por três gols de vantagem.

O Tigre continua sem vencer fora de casa na Terceira Divisão. O time necessitava da vitória para ficar em uma situação mais confortável, mas foi apático e sem velocidade. Após uma primeira etapa horrorosa de se assistir, a zaga do Criciúma apresentou erros. Assim, Lúcio Flávio e Ítalo marcaram os gols do jogo e complicaram, novamente, a situação do Tricolor Carvoeiro na Série C.

Devido ao forte calor, no interior mineiro, as equipes começaram a partida em ritmo lento, mas o Criciúma tomava as iniciativas e buscava o ataque, mesmo jogando fora, também tentando se aproveitar do mau momento do Boa Esporte. O time da casa tratou logo de equilibrar as ações, mas sem perigo, nos primeiros cinco minutos. Aos oito minutos, Kaike avançou pela esquerda e cruzou, mas a bola pegou em Yuri Ferraz e saiu pela linha de fundo. O camisa 6 do Criciúma pediu pênalti, entretanto o árbitro nada marcou. Aos 10 minutos, após cobrança ensaiada de escanteio, Michel cabeceou pela linha de fundo. O jogo era muito truncado, com forte marcação no meio de campo e sem grandes chances claras de gols para ambos os lados.

Fraca tecnicamente, a partida tinha poucos lances de emoção. Os dois times tinham dificuldades para sair jogando devido à forte marcação de ambos os lados. Com muitos passes errados e um “perde e ganha” intenso, as equipes pouco criavam. Aos 24 minutos, após uma bola espirrada, o centroavante Lúcio Flávio tentou finalizar, mas sem perigo. No lance seguinte, o árbitro Felipe da Silva Gonçalves Paludo parou o jogo para hidratação, devido à alta temperatura. No recomeço, aos 29 minutos, Andrew avançou pela direita e cruzou na cabeça de Michel, que cabeceou mal e a bola saiu.

A partida seguia com falhas, de ambos os lados, e muito fraco tecnicamente. Aos 42 minutos, Andrew derrubou Ítalo na intermediária. Falta. Dirceu bateu e Agenor pegou fácil. Sem lances de perigo, os goleiros fizeram apenas pequenas intervenções na primeira etapa. O fato curioso aconteceu no intervalo, quando os jogadores do Tricolor Carvoeiro ficaram em uma sombra do gramado e não desceram para o vestiário.

Falha da zaga e “lei do ex” em ação

Logo aos dois minutos da segunda etapa, Kaike bateu falta da intermediária, a bola desviou em Yuri Ferraz e saiu pela linha de fundo. Escanteio. Na cobrança, Adenilson não conseguiu o domínio e perdeu a chance de finalizar. O Criciúma voltou comandando as ações e mais incisivo no ataque. Porém, aos oito minutos, Kallyl cobrou falta da direita e Lúcio Flávio, sozinho, na marca do pênalti, marcou 1 a 0 para o Boa Esporte. O camisa 9 do time mineiro fez o segundo gol com a camisa do Boa. Ele atuou pelo Tigre em 2019 e não deixou saudades. A partir daí, o Criciúma intensificou as ações de ataque, mas não conseguia criar lances de perigo, assim como no primeiro tempo.

Aos 16 minutos, Andrew foi derrubado pela esquerda de ataque. Falta. Jean Dias levantou na área, mas a bola passou por Carlos Alexandre e Maurício e o Tigre não aproveitou, antes da zaga afastar. Em cobrança de escanteio, na sequência do lance, Adenilson cabeceou na primeira trave e a bola saiu. Quase o empate do Tigre. O time treinado por Itamar Schulle apostava nas bolas aéreas para tentar a igualdade. Após sofrer o gol, o Tricolor Carvoeiro melhorou na partida. Aos 25 minutos, o treinador do Criciúma tirou Adenilson e colocou o estreante Nickson, que foi apresentado no sábado e integrou a delegação. O time ficou mais ofensivo com um meia-atacante no lugar de um volante.

O Tricolor Carvoeiro abusava das bolas longas, pouco trabalhava pelo meio e sofria para chegar ao gol defendido por Renan Rocha. Aos 33 minutos, o Boa Esporte errou a saída de jogo e Jean Dias bateu forte, mas o camisa 1 do time mineiro pegou. No minuto seguinte, Andrew tentou cabecear a bola na área, mas não conseguiu. Nos últimos dez minutos, com Zeca e Michel em campo, o Criciúma buscou mais o jogo aéreo e com bolas para os jogadores de referência no ataque. Porém, aos 37 minutos, Ítalo entrou pela esquerda, em falha na saída de bola do Tigre, após bola roubada por Lúcio Flávio, e desviou de Agenor para dar números finais ao jogo: 2 a 0 para o Boa Esporte e nova derrota do Criciúma fora de casa pela Série C.

Campeonato Brasileiro – Série C – 11ª Rodada

18/10 (domingo) – 16 horas – estádio Municipal, em Varginha (MG)

BOA ESPORTE

Renan Rocha; Yuri Ferraz, Dirceu, Alex Alves e João Paulo; Pedro Acorsi, Kallyl (Willian Gaúcho), Maicon (Dieguinho) e Ítalo; Lúcio Flávio (Marlyson) e Dênis (Carlinhos). Técnico: Ariel Mamede

CRICIÚMA

Agenor; Victor Guilherme, Carlos Alexandre, Maurício e Kaike; Adenilson (Nickson), Eduardo e Jean Lucas (Alisson Taddei); Andrew (Alessandro Vinícius), Michel e Jean Dias (Zeca). Técnico: Itamar Schulle

Arbitragem: Felipe da Silva Gonçalves Paludo; Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes Bruno e Marcus Vinícius Machado Araújo Brandão. (trio do RJ)

GOLS: Lúcio Flávio (8/2T) e Ítalo (37/2T)(B)

Cartões Amarelos: Andrew, Adenilson e Alisson Taddei (C); Yuri Ferraz (B)

Cartões Vermelhos: Não houve

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