Tigre: Em busca do melhor preparo físico

Jogadores do Criciúma completam uma semana de treinos, após a pausa, devido à pandemia do coronavírus, e seguem aprimorando a resistência e a força. Tempo de treinos não será o ideal, até o dia 8 de julho

- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Na tarde de ontem, os jogadores do Criciúma completaram uma semana de atividades, desde o retorno no dia 17. Na primeira parte da atividade, os atletas realizaram um treinamento técnico e especifico. Na sequência, o técnico Roberto Cavalo comandou um trabalho tático. A parte física é gerenciada pelo preparador William Hauptmann e está dentro do esperado para a reapresentação. “Quando você trabalha com um grupo de pessoas, cada um responde de uma maneira. Logicamente, está dentro daquilo que a gente esperava: uns um pouco melhor, outros um pouco abaixo, mas o mais importante é que todos os atletas estavam em atividade e têm respondido bem aos treinamentos”, comenta William.

O “brother”, como é conhecido o preparador, destaca que não há tempo suficiente para que os jogadores tenham condições físicas ideais, até a partida do dia 8 de julho, diante do Marcílio Dias, no Majestoso. “Se me perguntasse, eu iria falar que, logo após 90 dias sem competição, nós precisaríamos, no mínimo, de 35 a 45 dias para poder trabalhar. Mas nós não temos esse tempo. A competição está definida para começar no dia 8 de julho, então, vamos trabalhar da melhor maneira possível com cada um, tendo a resposta de cada atleta, para chegar no jogo com o jogador oferecendo o melhor”, ressalta.

Até o momento, nenhum jogador apresentou lesões.“ Nem musculares, nada. Realizamos todos os testes do Covid-19, incluindo funcionários e comissão, foram 60 pessoas que deram negativo e não tivemos lesões ainda”, pontua.

Mesmo assim, o preparador alerta para os cuidados necessários para não forçar a parte muscular dos jogadores. “Em toda a atividade física, você está sujeito a uma lesão. Qualquer uma. Você não terá lesão, quando está sentado, mas em atividade física, quando você extrapola o seu limite, está sujeito a lesões. O treinamento trabalha com valências físicas separadas: resistências aeróbia e anaeróbia, força, potência, velocidade e técnica. O jogo, não. Sem contar a parte psicológica”, destaca. “Vamos tentar equacionar o trabalho de uma maneira a levar para o jogo aqueles jogadores que têm condições reais de atuar 90 minutos. Ou aqueles que podem atuar menos, a comissão técnica saberá disso, para termos o mínimo de lesões”, completa William.

Reforços com preparo nivelado

Jean Dias, Jean Lucas e Maurício Barbosa se juntaram ao grupo, na retomada dos trabalhos. Eles estão no mesmo nível de preparação física dos demais. “Eles também pararam 90 dias, mas estavam em atividade e eram monitorados em treinamentos. Alguns, a gente já sabia que estavam sendo contratados e monitorávamos junto com os demais, pelos vídeos. Assim, estão nas mesmas condições”, enfatiza Hauptmann.

Os trabalhos realizados no período de pausa das atividades, que duraram 90 dias, ajudaram em uma retomada mais positiva dos atletas. “Não era o ideal. Precisaríamos de um profissional de educação física que estivesse acompanhando esses atletas, embora alguns deles fossem acompanhados por profissionais de academias e outros com personal trainer, mas o mais importante: eles não pararam. Assim, não perderam a totalidade da forma física”, explica o “brother”.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.