Tigre corre risco de rebaixamento

São Bento vence o Boa Esporte e Criciúma precisará vencer o Brusque para não depender de outros resultados e permanecer na Série C em 2021

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Tiago Monte

Porto Alegre

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O que o Criciúma não queria, aconteceu: o São Bento venceu o Boa Esporte por 1 a 0 e o time treinado por Itamar Schulle pode cair para a Série D de 2021 até se empatar com o Brusque, no sábado que vem, dia 5, no Majestoso. Se vencer o Bruscão, o Tigre fica na Série C, em caso de igualdade, o Tricolor Carvoeiro precisa que o São Bento não vença o Ituano. Se perder para o Brusque, o Criciúma cairá com um triunfo do Bentão. Se o time do interior paulista empatar e o Tigre perder, o time catarinense fica na Série C devido ao número de vitórias. “A gente tem que vencer. Estamos na mão do nosso trabalho, depende da gente, como dependia. Às vezes, o nosso trabalho não é suficiente e eu não digo em relação a todos. Não é o suficiente. Você tenta de tudo, você faz de tudo, o clube da todas as condições, não tem um ‘ai’ para dizer sobre algo do Criciúma, muito pelo contrário. Me dá dó, eu fico triste, com pena, a verdade é essa, por ter pessoas abnegadas a frente do Criciúma e cumprir com seus compromissos e até incentivar os jogadores com preleções, então a gente lamenta profundamente isso”, destaca o técnico Itamar Schulle, após a derrota deste sábado por 2 a 0, para o São José, em Porto Alegre.

O treinador, inclusive, ressaltou que gostaria de “voltar andando para a casa”, tamanha a vergonha que estava sentindo. “Dá vontade de voltar andando para a casa, pela vergonha. Estou passando muita vergonha, muita tristeza, mas quando você não consegue, não tem capacidade de vencer os jogos fora de casa, não é de agora, o momento é esse”, pontua.

Itamar pode, inclusive, ser demitido neste domingo, em uma tentativa da diretoria do Criciúma em criar um “fato novo” para o jogo decisivo diante do Brusque. Em tom de despedida, Itamar falou em tristeza. “Como treinador, vou seguir minha carreira, estou muito triste por não poder ficar no Criciúma, começar um trabalho, como sempre comecei, trabalhos vencedores, como eu disse quando cheguei. Eu gostaria muito de ter começado um trabalho com a equipe e de não deixar certas coisas acontecerem e que deixaram acontecer. Isso era um desejo meu, um prazer muito grande: brigar por um título com o Criciúma, mas as coisas não ocorreram assim. Eu, internamente, no fundo do meu coração, sei quais são as questões. Eu as guardo para mim e o Criciúma segue”, diz.

O treinador espera que o clube consiga retornar, no futuro, à Série B. “Às vezes, a gente não consegue, clama a Deus para que Ele nos ajude, que algo aconteça e o Criciúma fique na Série C, o lugar onde ele começou a competição, e futuramente buscar espaço na Série B – como era favorito. É isso que eu desejo ao Criciúma. Fico muito triste, mas essa tristeza tomara que não me faça mal, que eu possa passar por ela e ficar, como sempre foi, confiante. Vamos procurar acreditar sempre, dar confiança e apoio sempre, não apontar culpados, mas vamos continuar fazendo o melhor para conquistar o que precisamos e o trabalho nos proporciona isso”, finaliza.

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