Tigre: Clube busca um novo zagueiro

Após reviravolta na negociação e o desacerto com Gum, dirigentes do Criciúma voltam ao mercado para reforçar a posição defensiva

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Tiago Monte

Criciúma

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A diretoria do Tigre volta à carga para contratar um zagueiro. Após a reviravolta na negociação que inviabilizou a permanência de Gum, o diretor de futebol, Evandro Guimarães, admite que o clube está analisando o mercado, mas não apenas para buscar um novo defensor. “A gente tem olhado no modo geral, não só zagueiros. Estamos montando um time. O Criciúma está no Estadual, mas temos a Série C, e o Criciúma é o protagonista, entra como um dos grandes. Temos que ter essa postura para montar uma equipe competitiva e que corresponda às expectativas”, comenta.

Após se apresentar no CT Antenor Angeloni, na tarde de terça-feira, conversar brevemente com o técnico Roberto Cavalo e até realizar exames médicos, o zagueiro Gum foi liberado pelo Criciúma para acertar com o CRB. O jogador recebeu uma proposta salarial três vezes maior, do time alagoano, e ficou sem ambiente para seguir no Tigre. “O jogador se apresentou, só que ele veio com uma proposta totalmente fora dos padrões do Criciúma. A gente até melhorou, mas mesmo assim vimos que ele não estava feliz, estava com a cabeça em outro lugar. Seria o teto do clube. Quando se atinge o teto, tem um esforço para poder cumprir e não é o modelo, não é o tipo de jogador que a gente quer fazer o esforço para pagar. Quando for para fazer isso, quer um jogador comprometido, focado, que entenda o Criciúma como modelo de projeção”, explica Guimarães.

Nos bastidores, especula-se que Gum receberia 30 mil reais, no Tigre – o teto do clube – mas recebeu a oferta de 90 mil reais do CRB. “Foi uma proposta muito maior do que a nossa e isso abala até a família. O próprio atleta, que está numa idade em que a carreira está acabando, não sabe quando receberá outra proposta do mesmo nível, então melhor ele seguir com a vida dele e nós vamos em busca de outra situação. Ele apareceu como proposta de mercado, a gente tem que estar aberto e ver as oportunidades”, reforça o dirigente.

Além da proposta salarial havia ainda o risco do jogador não ter condições plenas de atuar, pois realizou duas cirurgias no pé, no período entre 2017 e 2019. É sempre importante o clube se posicionar. Eu acho que foi o bom senso. O Gum demonstrou personalidade, foi correto, justo, a gente entende e achou melhor liberar ele do que obrigá-lo a ficar insatisfeito e a gente cumprindo esse teto que talvez quisesse para outra situação”, destaca Guimarães.

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