Tigre: Cavalo aceita as vaias da torcida

Treinador admite que o time, novamente, teve rendimento abaixo do esperado e diz que a revolta, nas arquibancadas, é normal

Foto: Lucas Colombo/TN

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Tiago Monte

Criciúma

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O desempenho do Tricolor Carvoeiro, mais uma vez, não foi o esperado, ontem, no empate sem gols com o Tubarão. No final da partida, muitas vaias e revolta de alguns torcedores nas arquibancadas. O técnico Roberto Cavalo compreende o sentimento da torcida que esteve no Majestoso. “A respeito da torcida: 100%. Tem toda razão. Eles vieram em bom número, em momento algum vaiaram, ajudaram, tiveram paciência e entenderam. Eles acreditaram até o último minuto, mas não veio o resultado de vitória, que todos esperavam, assim como eu. É normal a revolta. E time grande, como é o Criciúma, tem que ter cobrança”, pontua. “Eu parabenizo a torcida por estar presente e peço desculpa pelo nosso futebol apresentado. No meu entender, foi abaixo”, completa.

O único jogador aplaudido, ao final do jogo, foi o capitão Foguinho. Cavalo, novamente, concorda com os torcedores. “Ele (Foguinho) é um diferencial do Criciúma e não é de hoje: em todos os sentidos. Ele joga, fala bem, cobra os jogadores, conversa conosco e assim tenhamos paciência para que outros jogadores também rendam mais”, ressalta.

Cavalo está preocupado com o rendimento do time em campo e com o pouco tempo para acertar a equipe, pois, no domingo, às 16 horas, o adversário será o Marcílio Dias, novamente no Majestoso. “A gente está bastante preocupado, mas é trabalho, paciência e treinamento. Os jogadores terão oportunidade e já temos jogo domingo. O tempo é curto e temos que recuperar alguns jogadores com um desgaste maior”, comenta.

A presença dos jovens também foi ressaltada por Cavalo. Vários jogadores atuaram pela primeira vez com o Manto Carvoeiro. “O nosso elenco tem um pouco de dificuldade. Hoje foi a primeira partida do Eduardo, o Fábio não tinha jogado ainda e a camisa do Criciúma pesa. O Eduardo (Melo) era da base e jogou pela primeira vez. Nosso time é jovem e não está entrosado. Não temos ainda um padrão de jogo, por ser a terceira partida. É difícil e eu fiquei bastante preocupado. Tínhamos a obrigação de vencer”, diz.

Técnico atenua a fala de Eduardo

“O time atacou como um bando de índio”, disse o volante Eduardo, ao final do jogo. O técnico Roberto Cavalo entendeu a ponderação do jogador.“Pode ser. Nós não temos entrosamento, mas o posicionamento nós temos: como funcionam as linhas. De repente, hoje não funcionou, na opinião dele, e a gente respeita. O atleta está em campo, lutando, querendo vencer. ‘Atacar como índio’ talvez seja o desespero e a vontade de vencer”, finaliza.

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