Siderópolis: Um piloto do Sul no Rally dos Sertões

Fellipe Longo Scaini, de 38 anos, competirá na prova pela segunda vez. Evento volta a ter renome mundial, no Brasil, neste ano

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Tiago Monte

Siderópolis

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Entre os dias 14 e 22 de agosto, os maiores pilotos de rali do mundo estarão no Brasil para a disputa do Rally Mundial dos Sertões, que terá largada em São Paulo e chegada, oito dias depois, no Ceará. Serão aproximadamente seis mil quilômetros percorridos em oito dias por motos, quadriciclos e carros de todos os lugares do país. No meio dos quase 400 competidores estará um motociclista de Siderópolis: Fellipe Longo Scaini. Com 38 anos, o empresário vai para a segunda disputa da prova, porém, neste ano, com um gosto a mais: o Rally volta a ser mundial. “O Sertões para quem anda de moto é como jogar ao lado do Neymar para quem ama futebol. Tu ficas lado a lado com os caras que tu admira e faz parte de toda a estrutura”, comenta o piloto.

A marca foi adquirida por um dos sócios do Rock in Rio, assim haverá um aumento na cobertura de mídia televisiva. A largada será no Centro de São Paulo, no Jóquei Clube. “Em 2022, a intenção da organização, a Dunas Racing, é fazer que o Brasil tenha o maior rali do mundo, maior que o Dakar, uma distância de 10 a 12 mil quilômetros de percurso. Do Oiapoque ao Chuí. Será 30 anos da prova. Ainda falta tempo, mas quem sabe estaremos lá”, projeta Fellipe.

A estrutura da prova impressiona até mesmo o piloto, que faz parte do evento.“O Rally dos Sertões é gigante. É uma cidade que se desloca para outra cidade: de cinco a seis mil pessoas envolvidas, 400 caminhões. Uma cidade dentro de uma cidade. Isso é projetado de dois em dois anos”, ressalta.

Parceria com os nordestinos     

Em 2017, quando Fellipe participou pela primeira vez da prova, ele levou uma equipe completa do Sul do Estado. Porém, desta vez, devido à logística e aos custos, haverá uma parceria com uma empresa de Pernambuco. “Vamos correr com uma equipe de Pernambuco, que presta esse tipo de assessoria, mas vamos juntos com a nossa equipe montada em 2017 aqui na região. Há três anos, foi mais fácil porque era entre Goiânia e Mato Grosso do Sul. A logística era mais fácil e menos cara para nós”, comenta o piloto.

Alguns nomes, porém, já estão definidos. “Tiago Carminatti, Tiago Destro e outras pessoas vão conosco para fazer a parte técnica. Vamos ser assistidos pelos pernambucanos que já são muito tradicionais em ralis e conhecem bem caminhões e carros também. Eles nos darão suporte. Vamos com um veículo e ganharemos a base deles”, completa Fellipe.

Morador de Tubarão, o piloto fica feliz com o retorno do Mundial ao Brasil, devido à visibilidade que cresce devido ao interesse de marcas europeias e asiáticas. “É como se fosse uma Formula 1 com a Ferrari e a Mercedes. Isso traz muita visibilidade para o mercado. A gente sabe que o nosso pais é do futebol, a mídia é muito ligada nisso, mas, aos poucos, a gente vai inserindo a nossa modalidade, a moto, o rali e os esportes a motores na mídia. Para o Brasil, é muito importante conseguir a volta do Mundial e esperamos manter mais quatro ou cinco anos”, ressalta.

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