O retorno das atividades do tradicional Palmeirinhas

Nova diretoria reativa o clube e atividades serão iniciadas assim que houver a liberação dos órgãos de saúde, devido à pandemia do coronavírus. Planos para novos associados estão à venda

Carlinhos é um apaixonado pelo clube e quer resgatar o orgulho dos associados
- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Os mais antigos moradores de Criciúma lembram com saudade da tradicional Associação Desportiva Palmeirinhas. Um dos grandes nomes do carnaval e do futebol na cidade, o clube esteve desativado, praticamente abandonado. Porém, uma nova diretoria, formada por apaixonados pelo clube resolveu encarar o desafio de reativar a agremiação do bairro Jardim Angélica. “Estamos no quarto mês de administração. Primeiro, organizando toda a documentação, dando uma geral na parte jurídica, para poder colocar tudo em dia, até o final do ano, e poder a mexer na estrutura. Estou junto com o pessoal que apostou novamente neste clube, que estava meio desativado. Agora estamos com bastantes parceiros conosco para levantar novamente o Palmeirinhas”, comenta o presidente Carlinhos Martinhago.

Martinhago assumiu a presidência do clube, há quatro meses, e reorganiza a parte administrativa inicialmente / Fotos: Guilherme Cordeiro

A história do clube vem desde 1980. Ele foi fundado em 1965, mas ganhou força na década de 80 com o carnaval e o futebol. “Depois, a gente conseguiu fazer a associação e demos sequência com o futsal. Tínhamos o Veterano de sábado à tarde e focamos mais na sede, que era o centro de todos os associados”, relembra o dirigente.

Na época, o Palmeirinhas chegou a ter 800 associados. Entretanto, a realidade atual é bem diferente. Martinhago e os demais integrantes da diretoria reativaram o clube sem nenhum associado. Zero. “Nesses quatro meses, resgatamos alguns sócios e as pessoas estão acreditando na nova diretoria. O Palmeirinhas vai procurar trabalhar com o associado”, destaca.  “Lógico que sempre vamos procurar alugar a associação, para ter renda, e depois vamos dar sequência na bocha. O Palmeirinhas, em uns dois anos, vai voltar a ser o clube que sempre foi”, completa o presidente.

Em busca do resgate do time de futebol

Quem quiser se associar ao Palmeirinhas, pode procurar o próprio presidente ou então a administração do clube, que possui um secretário atendendo aos novos interessados. “O Palmeirinhas está com o telefone da associação disponível, assim como site e e-mail. Todos podem voltar a acreditar no clube. Temos um secretário, mas podem ligar para mim no (48) 98828-7279 e eu já encaminho para fazerem o contato e efetivar a associação”, enfatiza Martinhago.

O Palmeirinhas ainda está sem atividades, devido à pandemia do coronavírus, que impede a realização de jogos esportivos, e também pelas reformas que serão realizadas na sede e no campo do clube. “Hoje, o Palmeirinhas não oferece nada. O nosso projeto e objetivo, junto com os novos diretores, é reativar o futebol. Agora, com a pandemia, está tudo totalmente parado. Vamos, sim, fazer funcionar a bocha. Tem um projeto também para colocar uma quadra de futevôlei, acompanhado do Beach Tennis, que é o esporte do momento. Estamos apostando nisso para oferecer ao associado”, pontua Martinhago.

A estrutura de lazer também será colocada à disposição dos interessados. “Temos a intenção de fazer quiosques, embaixo das árvores da sede, para o associado passar o final de semana aqui com a família. Apenas sócios, particular a gente não vai aceitar. Temos também os dois salões de festas, o principal e um menor, que nós vamos ajeitar, com o tempo, e servirá para alugar para particulares, mas com um valor diferente. O associado precisa ter vantagem. Apenas o quiosque será exclusivo dos sócios”, ressalta o dirigente.

Sem previsão para o começo das atividades

Martinhago prefere a prudência ao estipular uma data para a reabertura do clube. Toda a movimentação deve acontecer apenas no próximo ano, mas os trabalhos acontecem a todo vapor. “A gente não chegou neste ponto, pois estamos trabalhando forte em cima da documentação do clube. Eu acredito que as atividades serão liberadas para o ano que vem, então, a gente tem esse tempo para se organizar”, pontua.

LEGENDA Campo de futebol suíço será reformado e terá gramado sintético para o uso público

A nova diretoria busca um executivo para cuidar da parte esportiva do clube. “Estamos buscando um diretor de esportes para cuidar desta parte. A diretoria atual está ‘cada um no seu quadrado’. Todo mundo na sua área. A gente não tem essa pessoa, mas estamos com alguns em vista. Vamos ver se ele acredita no nosso projeto”, comenta Martinhago.

O campo de futebol suíço será colocado em um projeto similar ao do Mampituba: o dia do associado com jogos recreativos. “Não decidimos o dia ainda devido à pandemia. O campo vai ser disponibilizado também para não-sócios. Quem quiser alugar para jogar com um grupo de amigos, não precisa ser sócio. Ele vem aqui e aluga normalmente, mediante um cadastro, com vinculo mensal. Futuramente teremos uma secretária aqui também”, explica o presidente.

Intenção é disputar torneios amadores

O Palmeirinhas deve voltar a disputar o Campeonato Municipal de Criciúma, de futebol, e até o Regional da Larm. Porém, a diretoria não estipula prazo para isso. “No momento, ainda não pensamos nisso. O Palmeirinhas estava praticamente parado, tanto no esporte quanto no carnaval. O clube parou totalmente. Agora, a nova diretoria está tentando recolocar o clube novamente onde ele nunca deveria ter saído”, diz Martinhago.

Quem quiser adquirir um titulo de sócio do clube pagará 300 reais. O pagamento do valor é facilitado pela diretoria. “Em três parcelas de 100 reais para ser sócio patrimonial. A primeira parcela será de 105, pois contempla a confecção da carteirinha do clube. Todo associado terá a sua. A mensalidade será 30 reais”, explica o presidente. O modelo de administração e funcionamento será inspirado no Mampituba, onde Martinhago é conselheiro.

Motivação vem de um reencontro

A semente para o resgate do Palmeirinhas surgiu no verão deste ano em um encontro dos antigos associados. “A gente fez uma reunião, em janeiro, no Balneário Rincão, na casa de um associado, o Aroldo Bez Batti, e lá vimos que o Palmeirinhas ainda estava vivo. Teve uma presença boa de ex-associados e nos motivamos a fazer uma chapa em uma eleição. Fomos eleitos e estamos trabalhando para deixar o Palmeirinhas como ele deveria ser”, relembra Martinhago.

O presidente diz que reativar o clube pode ter sido “uma loucura”, mas muitas pessoas estão acreditando no projeto. “Vai ser muito trabalhoso, mas temos a vantagem de ter muitos parceiros. Muita gente está conosco no projeto. Onde estamos chegando, as pessoas estão acreditando no nosso projeto”, pontua.

O nome do Palmeirinhas ainda é muito forte em toda a cidade e região. O carinho é grande pelo tradicional clube. “Vamos deixar bonito, porque doi no coração a maneira que estava: abandonado. Agora vamos resgatar. Todo mundo tem carinho pelo clube e o nome Palmeirinhas é muito forte. Isso é importante. Quem passou por aqui lembra de um dos maiores clubes da cidade”, finaliza.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar
Em: Criciúma

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.