O Criciúma de volta para o torcedor

Anselmo Freitas projeta uma administração modernizada, mas sem a criação de uma empresa para administrar o futebol do clube, caso seja eleito como vice-presidente na eleição agendada para quinta-feira

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Tiago Monte

Criciúma

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O Tigre estará de volta aos torcedores, sem uma figura centralizadora – um investidor – que gerencie o futebol do clube. Essa é a principal proposta de Anselmo Freitas – candidato à vice-presidente administrativo na eleição marcada para quinta-feira. “Vamos fazer o planejamento para a torcida participar mais. A torcida tem que se sentir dona do clube, por isso não queremos mais voltar ao sistema antigo de simplesmente colocar uma empresa lá e o lucro fica para o dono da empresa. Ai ninguém ajuda mesmo”, explica Freitas.

Inicialmente, ele contará com Waldeci Rampinelli, como vice-presidente de futebol, e terá auxilio financeiro de empresários da região para tocar o Tricolor Carvoeiro. Uma reunião hoje definirá quem será parceiro de Anselmo, caso ele seja eleito. “Nós temos uma reunião amanhã (hoje) com os empresários, na Acic, e vamos ver quem realmente vai colocar o nome e colaborar, porque essas coisas se complicam na hora de colocar a mão no bolso. A gente não quer assustar o pessoal, por isso cada um vai contribuir com pouco. Já temos vários interessados para conseguir o valor que precisamos”, comenta.

Certo mesmo é que a nova administração não contará com o dinheiro do investidor que era intermediado por João Neto. “Aquilo não deu certo. Na verdade, não teremos investidores. Não vamos usar o mesmo modelo que era usado até hoje. O clube volta ao sistema de gestão anterior a 2009, mas com uma gestão profissionalizada. Nós não vamos simplesmente deixar o clube afundar em dívidas, como foi feito com o Figueirense. A responsabilidade é deixar o clube sanado ao final de cada ano”, diz Freitas.

Os empresários que colocarem dinheiro no clube não terão lucros. “Tudo será reinvestido no patrimônio do Criciúma, nas categorias de base, para investir em time de futebol. Óbvio que, depois de fazer isso tudo, vamos pagar o pessoal que investiu o dinheiro”, ressalta.

Em busca de 600 mil reais por mês

Hoje,  a receita do clube é 120 mil reais por mês. A informação é do próprio candidato. A estimativa de despesa pé de quase 800 mil com folha de pagamento, categorias de base e departamento de futebol. “Então, nós temos que correr atrás dessa diferença de quase 600 mil. Neste primeiro momento, nem adianta chamar a torcida, pois nem jogo tem”, pontua.

O maior desafio será administrar o clube em janeiro e fevereiro. “Vai ser difícil, porque não tem jogo. Não tem movimentação. O campeonato só começa em 28 de fevereiro, não tem televisão, não tem nada. Então, vamos atrás dos empresários para nos ajudar, pelo menos para dar o pontapé inicial. Depois, com a volta do campeonato, abertura do estádio, a torcida vem aos poucos”, explica.

Investimento nas categorias de base

Um dos principais focos de Freitas, que assumirá a presidência do clube, caso seja eleito, em primeiro de janeiro, no lugar de Jaime Dal Farra, será reforçar as categorias de base, que são as responsáveis pelos lucros do clube. “Nós precisamos formar atleta. A receita do Criciúma é o jogador. As contas do Criciúma se pagam com a venda de atleta. O nosso estoque de matéria prima é o atleta. Precisamos investir na base que é de onde vem a receita do clube. O Criciúma historicamente é formador”, destaca Anselmo.

A venda de atletas foi o que deu fôlego às últimas administrações. “O que salvou o Jaime, e o próprio Angeloni, neste período, foi a venda dos atletas que foram feitos em casa. A preocupação agora é que temos poucos atletas de destaque nos juniores. A maioria que se destacou já foi para outros clubes, agora temos que correr atrás e isso não se consegue em um ano”, diz.

Paulo Baier e Itamar Schulle são cogitados

Com uma campanha excelente à frente do Próspera e ídolo recente do Tigre, Paulo Baier é um nome considerado para assumir o comando técnico do Criciúma. “É um nome importante, bastante importante. O Baier tem uma ligação grande com o Criciúma, mas isso quem vai definir será o Rampinelli e o nosso Executivo de Futebol. Em breve vamos anunciar”, destaca.

Treinador mais recente do clube, Itamar Schulle também não é descartado. “O Itamar, quando começa um trabalho, foi muito bem nos clubes onde passou. O Itamar é um nome muito importante também”, comenta.

O elenco será montado por Rampinelli. “A ideia é contar com atletas da região e mais baratos. Agora, depois da eleição, a partir do dia 18, eu vou me reunir com o Rampinelli para tratarmos disso. Agora, ele já está indo atrás. O Rampinelli está se preparando para formar o grupo, juntamente com o Executivo de futebol”, comenta.

O elenco será reforçado para a Série C. “Cada diretor e vice-presidente vai cuidar da sua pasta. Futebol será com o Rampinelli. Ele vai ter autonomia para trabalhar futebol. Obvio que o crivo final é do presidente, até porque precisaremos trabalhar com orçamento. Vamos obedecer o orçamento, que vai ser curto inicialmente. No Catarinense, a folha será um pouco menor e, no meio do Catarinense, vamos fazer os investimentos para preparar o time para a Série C e subir para a B”, finaliza.

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