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Tiago Monte

Nova Veneza

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Não será a comemoração esperada pela torcida azul de Nova Veneza. A bola estará guardada, o estádio vazio, mas o coração dos torcedores do Caravaggio explodirá de alegrias, neste domingo, dia 10. A equipe de Nova Veneza completa 50 anos com muitos títulos colecionados e respeitada no cenário do futebol não profissional de Santa Catarina. O clube completará o cinquentenário distante dos adeptos, por conta da Covid-19. “Infelizmente não comemoraremos esse dia especial da forma que planejávamos, mas mesmo assim não poderíamos deixar a data passar batida. Não há dúvidas de que será uma merecida homenagem ao nosso Azulão”, comenta o presidente do time, Wagner Ghislandi.

A pandemia mundial fez com que os planos do clube fossem alterados para o período de bodas de ouro entre Caravaggio e torcedores. No dia do aniversário, o clube será lembrado na missa matutina no Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, porém, seguindo a determinação da Diocese de Criciúma, a celebração não contará com a participação dos fiéis. Após o momento religioso será colocada uma nova bandeira no mastro do Estádio da Montanha, em comemoração aos 50 anos, contudo o ato também não deverá contar com público.

Em abril de 2020, o clube iniciou a construção da nova sede recreativa, que ficará ao lado da arquibancada do Estádio da Montanha. A obra tem previsão de término para setembro deste ano e deverá ser utilizada em eventos festivos do clube após o período de pandemia. “Não estamos fazendo nada maior agora, respeitando as normas de prevenção à Covid-19 e também porque faremos uma grande festa quando tudo isso passar. E se tudo der certo será na sede nova”, frisa Ghislandi.

Sucesso dentro e fora das quatro linhas

Dos seis títulos de Regional da Larm, seis de Copa Sul dos Campeões, dois Estaduais e um Sul-Brasileiro do Caravaggio, o ex-atacante Elias Figueroa tem uma boa parcela de contribuição. Dentro e fora de campo, participou das principais conquistas do clube e é um dos ídolos do torcedor.

Como jogador, Figueroa vestiu a camisa do Azulão entre 2000 e 2010, exceto em 2009, quando atuou por outra equipe. Neste período, o atacante balançou o barbante por 152 vezes nas competições em que defendeu o clube de Nova Veneza. “Foi o clube que mais joguei e me identifiquei. Tenho muito carinho pelos diretores que me trouxeram para cá. Um cara muito especial na minha vida é o Gralha (ex-técnico), pois nos demos muito bem. Além dele outras pessoas marcaram minha história”, conta.

Assim como super-heróis de sucesso, Figueroa também teve seu parceiro favorito quando vestiu o manto do Caravaggio. “Tive muitas parcerias dentro de campo, mas a maior delas foi o Gelinho”, lembra o ex-atacante do parceiro que também é ídolo do clube.

Quem também sabe o que é conquistar títulos pelo Azulão é o atual diretor de futebol, Neguinho. Chegado no clube em 2016, após uma passagem pelo rival Metropolitano, ele participou das conquistas daquela temporada, sendo a Copa Sul e o Regional da Larm e foi peça fundamental na montagem do elenco da última temporada, que conquistou novamente a Copa Sul e ergueu o segundo troféu de Estadual. “É um time que representa muito para mim. Eu gosto muito de futebol e é satisfatório poder estar no maior clube amador de Santa Catarina. É um time muito organizado, com muito empenho e com uma diretoria que pega junto, além de uma torcida fanática”, pontua o dirigente.

O apoio incondicional que vem da arquibancada

Quando está em campo, principalmente, no Estádio da Montanha, o Caravaggio conta com uma arma muito forte nas arquibancadas. A torcida apaixonada apoia o clube em todos os momentos, sejam nos de glória ou nos mais difíceis. Os responsáveis pelos cânticos entoados em Nova Veneza são os membros da Torcida Organizada da Miséria.

Um desses torcedores é Gabriel Fenali, de 16 anos, que começou a ir aos jogos do Azulão por influência familiar, em 2012. “Meu avô sempre ia nos jogos do Caravaggio e com isso toda partida que ele ia eu estava junto. Meu amor pelo Caravaggio começou desde cedo”, lembra o jovem.

Após presenciar as principais conquistas do clube em 2013 e 2014, o torcedor esteve presente nos primeiros passos da atual torcida organizada. Com presença ainda mais frequente no Estádio da Montanha nos últimos anos, Fenali conta a rotina em dia de jogos. “Em um domingo de jogo vou para o campo às 9h da manhã. Mas a movimentação inicia já na segunda-feira anterior. Por mais que seja difícil, eu gosto demais”.

Com a paralisação das competições, o jovem frisa a falta que fazem as partidas nos fins de semana. “E esse período de pandemia, sem jogos, está sendo complicado, porém estamos sempre em contato para deixarmos tudo pronto quando tivermos condições”, finaliza.

Comandante das crianças e dos adultos

Um dos gols de placa mais bonitos da história do Caravaggio foi a criação da escolinha de futebol. Comandando há quatro anos as categorias de base do clube, o coordenador Evandro Martins, o Serraninho, lembra como foi o crescimento ao longo dos anos. “O projeto surgiu com o intuito social e de combate às drogas. Com o tricampeonato na década de 90, isso foi ganhando força, principalmente com o trabalho do professor Dinarte, que merece o reconhecimento”.

Atualmente, o Caravaggio conta com a participação de 100 atletas no projeto, que conta com cinco categorias do Sub-7 ao Sub-17, com futebol de campo e futsal. “É uma responsabilidade muito grande, mas satisfatória. Trabalhar na linha de frente de um projeto como esse tem uma responsabilidade mais até do que ser o técnico do time principal. Alguns de nossos diretores passaram pela escolinha”, frisa Serraninho.

Em 2019, o então coordenador do projeto, recebeu o contive para ser técnico do elenco principal do Azulão, e no mesmo ano foi campeão do Estadual de Amadores e vice do Regional da Larm à beira do gramado. “Recebi um segundo presente, que foi ser treinador do Caravaggio. Com isso, estou conseguindo retribuir tudo o que o clube me deu. Me sinto presenteado por estar à frente nesse ano tão importante”, finaliza.

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