Nacional: A organização dos clubes em meio à crise

Brasileirão estava agendado para iniciar na primeira semana de maio, o que dificilmente acontecerá

Foto: Divulgação
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Rio de Janeiro

A paralisação das competições devido à pandemia do novo coronavírus traz um impacto financeiro de dimensão ainda incalculável para os clubes de futebol no Brasil. Uma semana após a suspensão das competições país afora, as equipes organizam medidas extraordinárias para enfrentar o período de crise.

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Na Série A, maior parte das diretorias pretendem se concentrar em ações conjuntas, atuando com propostas junto à Confederação Brasileira de Futebol e aos sindicatos que representam os atletas. Além disso, há uma tentativa de fazer com que o pagamento das parcelas do Profut seja adiado pelo Governo Federal. Mas o cenário preocupa. Para o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, a depender da composição de receita dos clubes, a projeção é de que suportem o máximo de três meses sem jogos. “Se considerar que a TV vai manter contratos, que o campeonato será adiado, mas não cancelado, nem reduzido, considerando que não teria evasão de sócios, de patrocinadores, diria que um clube aguenta dois ou três meses, no máximo. Se essa rede que sustenta o clube for mais frágil, tem clube que não suporta 30 dias”, disse.

Uma das tentativas para amenizar este cenário é a proposta apresentada aos representantes dos atletas, pela Comissão Nacional de Clubes (Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Bahia na Série A). Os jogadores recebem férias até o dia 21 de abril. Caso os torneios não retornem após esse período, a remuneração seria reduzida em 50% por 30 dias. Sem mudança de cenário no mês seguinte, o contrato de trabalho ficaria suspenso até o retorno das atividades, com os vínculos prorrogados pelo tempo de suspensão.

Em momento de diálogo, o Sindicato fará uma contraproposta. A redução salarial não foi vista com bons olhos pelos atletas, pois a CLT prevê o desconto máximo de 25%.

No Tigre, compasso de espera

Sem saber quando – e se – o Campeonato Catarinense retornará, o Criciúma está com as atividades completamente paradas. O clube disponibilizou o Centro de Treinamento Antenor Angeloni para possível internação de pessoas, o que foi visto com bons olhos pela prefeitura. O presidente do Tigre, Jaime Dal Farra, através da empresa dele, anunciou a doação de cinco mil litros de álcool gel ao município.

Em campo, seis jogadores tem contrato vencendo no mês de abril – período em que estava previsto o final do Catarinense: os zagueiros Léo Santos, Murilo Gomes e Claudevan Pirambu, o meia Carlinhos e os atacantes Daniel Cruz e Edinan. Os vínculos devem ser estendidos até o final da competição – que ainda não tem previsão de quando deverá acontecer. A Federação Catarinense de Futebol (FCF) suspendeu, no dia 18, as assembleias por 30 dias.

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