Jovem sonha em ser árbitro profissional de futebol

Içarense sonha em ser árbitro profissional de futebol e até apitar uma Copa do Mundo

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Tiago Monte

Içara

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Nem Messi ou Cristiano Ronaldo, tampouco Neymar ou Mbappé. O sonho do jovem Rafael Rufino, de 16 anos, é brilhar, sim, nos gramados de futebol, mas como árbitro. Pouco comum entre os jovens, o sonho do içarense despertou há pouco tempo. E por influência do pai. “Foi de uma forma bem aleatória. Como todo mundo, eu sempre gostei de ser jogador. Nunca me interessei pela arbitragem. No final de 2018, o meu pai, que sempre queria que eu fosse árbitro, pediu para eu ir atrás de um curso. Eu fui na DBAF, procurei, mas meio sem interesse. Não era o que eu queria”, lembra Rafael, fazendo referência à Divisão de Base de Árbitros de Futebol (DBAF) – considerada a categoria de base dos juízes de futebol no Brasil.

O tempo passou e uma casualidade levou Rafael a ser auxiliar, em uma partida de veteranos, onde o pai dele atuava. “Eu sempre ia nos jogos do time veterano do Atlético Operário, no bairro Santa Augusta. Um dia faltou um assistente e pediram para eu ‘quebrar um galho’. Eles gostaram da minha atuação, eu também gostei e resolvi continuar. Então, eu criei gosto pela arbitragem e voltei a procurar a DBAF”, destaca.

Então, Rafael começou a estudar as regras do futebol e como se portar como árbitro na DBAF – um projeto social liderado por Rildo Pereira Gois, em Salvador, na Bahia. A iniciativa é oficializada pela CBF como as categorias de base do futebol brasileiro e projeta o jovem como cidadão, não apenas no esporte. “O Rildo (instrutor, presidente da DBAF) ensina as regras, postura em campo, como deve se comportar dentro e fora de campo. O árbitro não pode ser uma pessoa expansiva, ele tem que ser mais reservado na carreira. Ele nos ensina tudo isso”, pontua Rafael.

Aulas totalmente no ambiente virtual

O jovem içarense ainda não encontrou o professor pessoalmente. As aulas acontecem totalmente no ambiente virtual. “A escola atua no Brasil todo. Ele é de Salvador, assim como a psicóloga, que nos dá atendimento. Tudo gratuito, até os 18 anos, e pela internet. A partir dessa idade tem uma taxa simbólica de contribuição”, explica Rafael.

As aulas servem para que os alunos aprendam e se aprofundem nas regras do futebol. “A gente está com um novo projeto para debater as regras de futebol. Todas as sextas-feiras, a gente discute sobre o tema. Atualmente, estamos na regra cinco. Ele (Rildo) pede para a gente assistir a um jogo, a gente debate sobre ele e as regras do esporte”, destaca.

A referência de Rafael é outro jovem Luanderson Lima dos Santos – que foi um dos primeiros alunos de Rildo e agora está no quadro de árbitros da CBF. “Meu objetivo é arbitrar o Catarinense, Série A e até Copa do Mundo, se possível. Estou estudando para isso. Hoje, meu espelho é o Luanderson, que é assistente e está na Série C do Brasileiro. Ele é de Salvador e começou o projeto da DBAF junto com o Rildo”, comenta Rafael.

Enquanto isso, o içarense cursa o Ensino Médio, no Cedup, em Criciúma, e já projeta o futuro. “Depois, meu plano é fazer Educação Física para poder entrar no quadro da Federação Catarinense e da CBF. Para isso, é obrigado estar no ensino superior”, conta.

Mesmo ainda iniciando a carreira, Rafael já tem o jogo em que quer atuar. “Um Gre-Nal, que é um clássico impactante. Mas não seria difícil, porque eu faço o meu jogo. Os artistas são os jogadores, eu só vou administrar eles e aplicar a regra”, pontua.

As referências são grandes nomes que passam pelos gramados do Brasil. “Gosto bastante do Marcelo de Lima, da Federação do Rio de Janeiro, gosto também do Ricardo Marques, de Minas Gerais, e do Rodrigo D’Alonso, aqui de Santa Catarina. Eles são as minhas referências”, diz.

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