A indefinição toma conta do Catarinense

Após o cancelamento das partidas de volta nas quartas de final, devido a casos de Covid-19 em jogadores do Criciúma, Chapecoense e Joinville, não há previsão para a realização dessas partidas

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Tiago Monte

Criciúma

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A bola mal voltou a rolar, em Santa Catarina, e já parou novamente. O que muitos temiam aconteceu: 20 pessoas, entre jogadores e integrantes das comissões técnicas das equipes envolvidas nas quartas de final do Catarinense, foram confirmados com Covid-19 e a Federação Catarinense de Futebol (FCF) cancelou todas as partidas que aconteceriam ontem. A decisão foi tomada no início da noite de sábado, quando o Criciúma, por exemplo, já estava em Itajaí, onde enfrentaria o Marcílio Dias, na manhã de domingo.

Foram detectados 14 casos em atletas e integrantes da comissão técnica da Chapecoense, quatro funcionários, entre jogadores e auxiliares, do JEC e mais dois profissionais do Tigre. Inicialmente, o governo do Estado anunciou a suspensão de Avaí e Chapecoense, em função dos casos no clube do Oeste, entre eles o técnico Umberto Louzer. Logo em seguida, a FCF entendeu que os demais jogos também não deveriam ser disputados.

A Superintendência de Vigilância em Saúde Estadual levou em consideração o item 29 do artigo 8º integrante da Portaria nº 466, de 6 de julho de 2020, que regulamenta as medidas sanitárias e o risco epidemiológico durante a pandemia do coronavírus, para suspender Avaí x Chapecoense. Essa portaria oficializou a retomada do Campeonato Catarinense e estabeleceu regras de prevenção.

A partida entre Tubarão e Concórdia, válida pelo Play-Off do Descenso, que definirá qual equipe será rebaixada para a Série B Estadual em 2021, continua agendada para amanhã, na Cidade Azul, e só deverá ser cancelada, caso haja algum caso positivo entre os elencos das duas equipes.

A retomada do campeonato coincidiu com a pior semana, em Santa Catarina, desde o começo da pandemia. Nos últimos sete dias, foram registrados mais de 10 mil novos casos.

Diretoria do Tigre foi contra o retorno

Na reunião que estabeleceu o retorno do Catarinense, o presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra, foi voto vencido. Ele foi contra a retomada das partidas, nas datas sugeridas, mas a maioria dos demais clubes aprovou a volta: 6 a 4. “O Criciúma sempre ficou com um ‘pé atrás’ e votou contra o retorno. O Jaime tinha uma decisão muito firme: ele não queria a volta. Na reunião, ele chegou a falar que ‘era irracional’. Não tinha como garantir segurança plena. Fizemos tudo que é possível para garantir a saúde, mas, infelizmente, ainda tivemos esses dois jogadores positivados”, comenta o diretor comercial e de marketing do Criciúma, Júlio Remor, ao Timaço, da rádio Som Maior.

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