Futebol amador pode voltar em setembro

Essa é a projeção do presidente interino da Larm, Avelino Bocianoski Ribeiro, mas uma decisão só será tomada a partir das liberações das prefeituras

Foto: Lucas Colombo
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Tiago Monte / Guilherme Cordeiro

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Criciúma

As incertezas do futebol não contemplam apenas o futebol profissional. Os times amadores não sabem quando retomarão as competições que iniciaram em março. A Copa Sul Dos Campeões teve a última rodada disputada em 15 de março. Alguns dias depois, a competição foi paralisada e o desenrolar segue incerto por conta da pandemia. Já o campeonato regional da Liga da Região Mineira (Larm) tem como previsão para a retomada das competições o mês de setembro.

Avelino Bocianoski Ribeiro, presidente interino da Larm estima que uma possível volta do futebol amador na região possa ser encaminhada para o início de setembro, dependendo sempre de como serão as diretrizes e liberações dos órgãos competentes, liberações do Estado, das prefeituras e monitoramento dos casos na região para que a volta seja segura para atletas e profissionais. “Fizemos uma videoconferência, em junho, com os presidentes das Ligas e representantes da Federação Catarinense de Futebol (FCF), para tratar sobre o assunto e a partir de agora faremos videoconferências regionais para que a realidade de cada região seja conhecida individualmente”, explicou Avelino.

Avelino Bocianoski (esq) – Foto: Divulgação Larm

A Liga Tubaronense de Futebol (LTF) anunciou o retorno das atividades para 9 de agosto e a retomada do futebol, em Tubarão, certamente servirá de termômetro para analisar como a volta aos gramados pode ser estruturada na região, já que, segundo o presidente interino, a providência por enquanto é aguardar as definições. “É uma reação em cadeia: as definições vão sendo estabelecidas e nível estadual e se aplicando aos demais, por enquanto não conseguimos tomar nenhuma medida efetiva a não ser a projeção das competições para setembro mas ainda sem confirmação por mais que haja o interesse dos clubes”, destaca Ribeiro.A Liga Tubaronense de Futebol (LTF) anunciou o retorno das atividades para 9 de agosto e a retomada do futebol, em Tubarão, certamente servirá de termômetro para analisar como a volta aos gramados pode ser estruturada na região, já que, segundo o presidente interino, a providência por enquanto é aguardar as definições. “É uma reação em cadeia: as definições vão sendo estabelecidas e nível estadual e se aplicando aos demais, por enquanto não conseguimos tomar nenhuma medida efetiva a não ser a projeção das competições para setembro mas ainda sem confirmação por mais que haja o interesse dos clubes”, destaca Ribeiro.

Medidas impraticáveis para a modalidade

As mais recentes diretrizes impostas pela Federação Catarinense de Futebol (FCF) para a retomada do futebol são impraticáveis para a realidade do futebol amador. “No futebol amador, é diferente e o orçamento é outro. A aplicação de testes para a Covid-19, a cada jogo, é algo muito difícil de ser feito pelo alto custo dos exames. Os estádios teriam que ser fechados, o que também aumentaria o custo. A realização dos jogos sem a presença do público é outro fator que dificulta muito a volta do futebol amador, já que o que move essa modalidade é o amor e a torcida”, lembra Avelino.

Na opinião do presidente interino da Larm, o uso de máscaras de proteção ainda é a medida mais fácil de ser adotada e quando a liberação de público do futebol profissional nos estádios for sinalizada, a medida também poderá refletir no futebol amador.   Ainda segundo Bocianoski, a possibilidade de que sejam realizados somente campeonatos regionais não está descartada, pois o controle e o desenrolar das partidas seriam mais fáceis, já que cada região pode estar com um cenário diferente na pandemia. Além disso, sobrariam mais datas para a realização dos jogos, já que a Copa Sul pode ser encerrada sem um vencedor. “Temos notícias que alguns atletas têm treinado com protocolos e individualmente. Mesmo com os coletivos liberados, a situação varia para cada município e os jogadores estão desenvolvendo um trabalho de condicionamento físico para que em uma possível volta estejam minimamente em condições de atuarem”, finaliza Avelino.
As medidas de flexibilização das competições, se tornaram um pouco mais distantes, após a confirmação de casos de Covid-19, entre alguns dos jogadores que disputaram o reinício do Campeonato Catarinense da Série A, que se encaminharia para a definições das quartas de finais. O Catarinense ainda segue suspenso até o próximo dia 27 de julho, conforme decisão da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

Jogadores adotam treinos alternativos

Sem atuar desde o dia 15 de março, quando entrou em campo pelo Caravaggio, na Copa Sul dos Campeões, o centroavante Beto Cachoeira busca alternativas para se manter ativo, ao menos na parte física. Ele obteve a carteirinha de monitor de futebol da CBF e consegue ministrar treinos, assim ele também pratica com os alunos. “Tá complicado, né? Ninguém esperava uma situação dessas, foi uma surpresa para todo mundo. Nesse período, eu treino junto com o pessoal. Tenho alguns amigos que treinam comigo. Estou me mantendo desta forma. Isso me ajuda a não ficar parado”, comenta.
FOTO Lucas Colombo- Semifinal Estadual de Amadores Metropolitano X Caravaggio (8)
LEGENDA Beto Cachoeira atua pelo Caravaggio e fez apenas uma partida neste ano pelo Azulão da Montanha
Os atletas que tiveram entre três e cinco anos de contrato como atleta profissional em clubes podem obter a licença. “Assim, a gente pode dar treinos físicos para o pessoal. Eu fico estudando, lendo livros e vendo treinos da época do profissional. Começo os treinos às 15h30min e vou até 20h30min e assim a gente ocupa a cabeça e busca novas alternativas e objetivos para o futuro”, pontua.

Esta é a forma que Cachoeira encontrou para se manter ativo. “Se não fosse desta forma, não teria como. Treinar sozinho, o tempo todo, é complicado. Então, estou dando os treinos, todos os dias, e praticando com o pessoal”, diz. Porém, nada de trabalhos coletivos, que estão proibidos pelo governo para atletas amadores. “Só treino físico. Quando estamos em uns cinco ou seis, coloca a bola junto, dá uns chutes a gol e outros treinos específicos. É muito tempo parado. Eu nunca tinha ficado tanto tempo sem jogar, ninguém esperava por isso na vida”, enfatiza.

A saudade de entrar em campo aperta. É a primeira vez na vida que o atleta fica tanto tempo sem atuar. “Só joguei uma partida no ano. Foi o jogo da Copa Sul e acabou, não teve mais nada. Imagina, estamos na metade do ano e um único jogo só. Para quem jogava de segunda a segunda, final de semana eram dois ou três jogos, durante a semana todos os dias tinham jogos e, do nada, não ter mais os jogos, é complicado. A vontade de jogar é grande, mas temos que respeitar. O momento é muito difícil”, ressalta.
Os treinos ajudam a complementar a renda mensal do jogador. “Lógico que não é como quando está jogando, mas ajuda muito. Tenho que pagar colégio das filhas e outros compromissos, então, ajuda muito”, diz. “Estamos vivendo uma situação complicada e precisamos ter cuidado. A doença mata mesmo. Então temos que nos cuidar”, finaliza Beto Cachoeira.

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