Criciúma: A despedida ao técnico Vadão

Comandante do título mais recente do Criciúma, Oswaldo Alvarez morreu devido a um câncer no fígado. Ele lutava contra a doença desde janeiro

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Tiago Monte

Criciúma

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O técnico que comandava o Criciúma no título mais recente do clube, o Catarinense de 2013, morreu na tarde de ontem. Oswaldo Alvarez, o Vadão, lutava contra um câncer no fígado e estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde a semana retrasada. O treinador, de 63 anos, passou por sessões de quimioterapia, desde janeiro deste ano, e chegou a apresentar evolução, mas o quadro se agravou recentemente. O velório e sepultamento – restrito aos familiares por conta da pandemia do novo coronavírus – acontecerão em Monte Azul Paulista, terra natal dele.

O último trabalho de Vadão foi pela seleção brasileira de feminina, de onde foi demitido em julho de 2019 depois da Copa do Mundo. Ele estava à espera de uma nova oportunidade para voltar ao mercado. O treinador marcou época no Tigre, em 2013, e fez 36 jogos no comando da equipe. Foram 13 vitórias, 10 empates e 13 derrotas com 45.37% de aproveitamento.

O ponto alto do trabalho foi a conquista do Campeonato Catarinense daquele ano. Após bater a Chapecoense, no Majestoso, por 2 a 0, o time resistiu bravamente à derrota por 1 a 0, na Arena Condá, e ficou com a taça. Uma derrota em casa, para a Ponte Preta, pela Copa Sul-Americana e resultados ruins na Série A, que culminaram na derrota por 2 a 1 para o Athlético-PR, em Curitiba, ocasionaram na demissão do treinador. O Criciúma decretou luto de três dias e o bandeirão do estádio Heriberto Hülse ficará a meio mastro, como homenagem a Vadão.

Um profissional “elegante” no trato

Vadão era considerado um profissional de alto nível, mas não apenas pelo desempenho do trabalho das equipes que ele treinava. Educado, o técnico era tido com um profissional “elegante”. “Fora da casamata, era uma pessoa extremamente educada, de ótimo trato com a imprensa, com os torcedores. Não fazia cara feia para uma pergunta mais forte. Deixa saudade no torcedor tanto pelo técnico, quanto pela pessoa”, lembra Thiago Oliveira, coordenador de redação do Tribuna de Notícias e repórter responsável pela cobertura diária do Criciúma em 2013.

Um dos principais trabalhos do treinador foi no São Paulo onde ficou marcado por ter lançado o meia Kaká no time profissional, no título do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Um ano antes, teve uma rápida passagem pelo Corinthians, de apenas 21 jogos durante a Copa João Havelange. Vadão ganhou destaque com o “Carrossel Caipira” no Mogi Mirim, onde ajudou a projetar Rivaldo, Leto e Válber também eram outros símbolos daquele time que se inspirava na Holanda de 1974, com o esquema 3-5-2.

 

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