Criciúma: As dificuldades para treinar durante a pandemia

Entre atletas de alto rendimento e alunos do dia a dia, todos sentem os reflexos do distanciamento social para praticar exercícios

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Tiago Monte

Criciúma

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O isolamento social, imposto pelo combate à pandemia do coronavírus, colocou restrições a diversas atividades. Mesmo com um início de retomada no dia-a-dia e todos os cuidados recomendados pelos órgãos de saúde, os treinos seguem prejudicados. E isso serve para todos: atletas de alto rendimento, professores e praticantes do dia a dia. O impacto é sentido por todos os esportistas. “O que dá para fazer, eu faço. Quando faço dou o meu melhor, mas não fico me cobrando tanto. O condicionamento físico diminuiu bastante, a capacidade respiratória. Está bem difícil de correr”, explica Giseli Trento, professora e corredora nas horas vagas.

A competidora de provas não-profissionais diz que o momento é de pouca cobrança e “leveza” no que diz respeito aos resultados mais expressivos. “É dosar. Tem que levar de maneira leve, não da para ficar se cobrando. É outro momento. Tem um pessoal que se cobra porque perdeu velocidade e não consegue o desempenho de antes, mas não da para sofrer por isso. Temos que ficar saudáveis e ter paciência”, ressalta Giseli.

O cancelamento dos eventos esportivos deixa os atletas desmotivados e muda o objetivo de quem busca os treinos. “Na verdade, os treinos, agora, são para manter a saúde mental e física, para se sentir bem e manter um pouco do condicionamento físico. Não tem como ter a mesma intensidade, o mesmo volume de treino. Para quem está acostumado com a rotina de treinos, faz muita falta”, comenta a corredora.

Giseli está triste pelo cancelamento dos eventos esportivos, mas entende o momento. “A gente está bem triste. Ninguém tem culpa de nada. O momento é impar e não gostaríamos de estar passando. Todos os eventos esportivos foram cancelados por um bom período de tempo. Alguns colocaram para frente, mas não se sabe se vai ter. Tudo isso desmotiva, muitas vezes, a gente a treinar, porque não tem uma prova-alvo, um objetivo palpável. Isso geralmente é o que motiva”, destaca.

Alteração na rotina das atividades físicas

 Como a escola em que trabalha implantou o sistema de aulas virtuais, Giseli tem dificuldade para treinar. A prioridade, obviamente, é do trabalho, já que ela não é atleta profissional. “A minha rotina mudou bastante. São muitos horários disponíveis para o colégio, para atendimento dos alunos – tem todo um amparo para eles. Toda a rotina de treinos coletivos, de terça e quinta, não tem mais. Estou fazendo individual. Eu treino quando dá. Os dias variam conforme as semanas. Eu não consigo mais estruturar uma rotina perfeita, porque tem outros afazeres. Quarentena não é férias. E não é mesmo. Tenho trabalhado e muito com a escola”, ressalta Giseli.

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