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Tiago Monte

Criciúma

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Fotos: Caio Marcelo/CEC

Não foi da forma que o torcedor esperava, mas o primeiro objetivo do Tricolor Carvoeiro, no Campeonato Catarinense, foi alcançado. O time se classificou para as quartas de final do Estadual, mesmo com o 0 a 0 no clássico de ontem, diante do Figueirense, no Majestoso. Foi um jogo de baixa qualidade técnica e pouca inspiração de ambas as equipes. Assim, o Tigre foi favorecido pelos empates de Tubarão e Concórdia para assegurar presença nas quartas de final. O objetivo, agora, do time treinado por Roberto Cavalo é ficar entre os quatro primeiros colocados e ter a vantagem de decidir o mata-mata em casa. Para isso, a equipe precisará vencer o Joinville, no domingo, fora de casa, e torcer por uma derrota do Figueira diante do Brusque.

Com Carlos César como jogador mais avançado, o Tigre alinhou no 4-5-1 e povoou mais o meio-campo. Com marcação forte, típica de um clássico, o volante Christofer levou cartão amarelo logo aos dois minutos. Devido ao forte calor, as equipes trocavam muitos passes e não forçavam o ataque. O Figueirense tentava aproveitar alguns erros de passes do Criciúma para chegar ao ataque, mas sem sucesso. Os primeiros 10 minutos de partida não tiveram lances de perigo para ambos os lados. Os dois times marcavam forte e erravam o último passe, tendo assim dificuldade em chegar ao gol do adversário.

Com pouca inspiração dos dois times, a partida seguia fraca tecnicamente. Aos 18 minutos, Carlos César, o artilheiro do Tigre no Estadual, levou uma pancada no tornozelo e seguiu com dificuldade na partida. Inicialmente, ele pediu substituição, mas, logo após, sentiu-se melhor e continuou na partida. Aos 23 minutos, o zagueiro Alemão recebeu a bola na área, mas finalizou de canela pela linha lateral. A jogada resumiu bem a falta de perigo dos dois times no jogo. Aos 26 minutos, Carlos César chutou, a bola rebateu na zaga e sobrou para Foguinho, que finalizou para defesa de Sidão, mas o capitão do Tigre estava impedido. Dois minutos depois, Victor Guilherme recebeu a bola na intermediária, mas finalizou por cima da trave. Sem perigo. Aos 29 minutos, devido ao forte calor, o árbitro fez uma parada técnica.

O Figueirense tentava assumir o domínio da partida, mas a forte marcação do Criciúma impedia o crescimento do rival. O time treinado por Roberto Cavalo optava por saídas rápidas nos contra-ataques. Aos 36 minutos, Victor Guilherme tentou o cruzamento, pela direita, mas a bola pegou no braço de Vítor Feijão. Falta. Na cobrança de Carlos César, a bola saiu para escanteio. O camisa 10 repetiu a dose, mas a zaga afastou. No minuto seguinte, Foguinho avançou pela intermediária e foi derrubado. Falta. Carlos César cobrou e Sidão fez uma boa defesa aos 39 minutos. Primeiro lance de maior perigo na partida. Com pouca qualidade no trabalho de bola e nas finalizações, o jogo não tinha grandes emoções. Aos 44 minutos, Brunetti lançou Marquinho, que cruzou para Pedro Lucas marcar, mas o camisa 10 do Figueirense estava impedido, na origem do lance. Placar fechado na partida. No minuto seguinte, Pedro Lucas passou por dois, dentro da área, pela direita, e bateu forte para a defesa de Agenor. “A gente sente a falta de ritmo, o calor está dificultando um pouco, mas eu espero que o time volte ainda melhor, porque precisamos vencer esse clássico”, comentou o camisa 1 do Criciúma, no intervalo.

Poucas mudanças na etapa final

Com Eduardo Melo no lugar de Christofer, por opção, e Daniel Cruz substituindo Carlos César por lesão do camisa 10, o Tigre voltou mais ofensivo para o segundo tempo e com o esquema 4-3-3. Aos dois minutos, Pedro Lucas foi lançado, mas Vitão interceptou o lance e jogou para escanteio. Na cobrança, a bola saiu direto pela linha de fundo. No minuto seguinte, Bruno Oliveira derrubou o atacante Vitor Feijão pela direita de ataque do Figueirense. Falta e cartão amarelo para o lateral do Tigre. Na cobrança, Agenor colocou a bola para escanteio. O Figueira voltou melhor para a etapa final. Aos 12 minutos, Vitor Feijão fez boa jogada pela direita e cruzou para Marquinho que cabeceou pela linha de fundo. Perigo para o time da capital. Com a melhora substancial do Figueirense, o técnico Roberto Cavalo tirou João e colocou Alisson Taddei. Aos 14 minutos, Victor Guilherme foi derrubado por Brunetti. Falta. Alisson Taddei cobrou mal e a zaga afastou.

Aos 20 minutos, em contra-ataque, Léo Ceará foi lançado pela esquerda e cruzou para Daniel Cruz que não alcançou, já no meio da pequena área, e perdeu a chance de abrir o placar. Boa oportunidade desperdiçada pelo Tricolor Carvoeiro. O classico seguia bastante disputado, mas com placar fechado. Aos 28 minutos, Guilherme cruzou e Pedro Lucas cabeceou, mas a bola saiu muito perto da trave de Agenor.

Aos 31 minutos, Pedro Lucas fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, mas Marquinho não alcançou e o Criciúma se salvou. Os dois times perderam força, ao final da partida, e o jogo encerrou sem gols.

Campeonato Catarinense – Primeira Fase – 8ª Rodada

08/03 (domingo) – 16 horas – estádio Heriberto Hülse

CRICIÚMA

Agenor; Victor Guilherme, Rodrigo Milanez, Vitão e Bruno Oliveira; Christofer (Eduardo Melo), Eduardo, Foguinho e Carlos César (Daniel Cruz); João (Alisson Taddei) e Léo Ceará. Técnico: Roberto Cavalo

FIGUEIRENSE

Sidão; Lucas, Alemão, Rony (Pereira) e Brunetti; Elyeser (Arouca), Patrick, Guilherme e Marquinho; Vitor Feijão (João Diogo) e Pedro Lucas. Técnico: Márcio Coelho

Arbitragem: Diego da Costa Cidral; Auxiliares: Diogo Berndt e Antônio Lourival da Luz

GOLS: Não houve

Cartão Amarelo: Christofer, Bruno Oliveira e Daniel Cruz (C); Elyeser e Brunetti (F)

Cartão Vermelho: Não houve

Público: 4.261

Renda: R$ 49.210,00

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