Valor da energia subirá nas cooperativas

Liminar concedida pela Justiça Federal, suspendendo o aumento, até que termine o estado de calamidade, vale apenas para contas da Celesc

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Os consumidores e empresas, que recebem energia elétrica através de cooperativas, sentirão no bolso o aumento no valor das contas determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Justiça Federal mandou suspender imediatamente o reajuste da conta de energia das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), até que termine o estado de calamidade pública por causa da Covid-19 em território catarinense, ou seja, após 31 de dezembro deste ano. Porém, essa definição vale apenas para os clientes da Celesc. “Nós, da Coopera, debatemos ontem, com o nosso jurídico, para verificar se a liminar caberia também às cooperativas, mas está muito claro, na decisão, que foi apenas para a Celesc”, explica o presidente da Cooperativa Pioneira de Eletrificação (Coopera) e da Federação das Cooperativas de Energia do Estado de Santa Catarina, Walmir Rampinelli.

Em relação às cooperativas, os reajustes estão mantidos e entram em vigor no final deste mês. Cada entidade já encaminhou o pleito, pedindo o reajuste que foi concedido pela Aneel. “Eu acredito que a Celesc não vai aumentar o suprimento, o repasse às cooperativas que compram energia dela. Como a Celesc está proibida, até o final do ano, de fazer o repasse, as cooperativas, eu acredito, que devam entrar no mesmo esquema. Hoje, não há nada que diga que as cooperativas devem cancelar o aumento”, pondera Rampinelli.

Média de reajuste deve ser de 10%

Como vem acontecendo nos últimos anos, a Aneel deve repassar um valor de 10% para o aumento das tarifas. Porém, as cooperativas tentarão baixar o percentual. Isso, entretanto, implica na diminuição do subsídio que as empresas recebem. “A Aneel diz: ‘ou vocês reajustam 10% ou, se vocês reajustaram 5%, é porque vocês não precisam dos outros 5%. Então, nós vamos tirar o subsídio de vocês’. Então, a média do reajuste será de 10%”, explica Rampinelli.

A Coopera não deverá reajustar os valores em 10%. Isso porque a empresa fez uso da verba Covid, que o Governo Federal disponibilizou a todas as cooperativas. “O governo está dizendo que essas empresas não precisam reajustar em 10%, porque já pegaram o adiantamento. Essas cooperativas, mesmo não reajustando em 10%, não perderão o subsidio”, destaca.

A composição da tarifa se dá por duas parcelas. A primeira quem determina é a Aneel, a outra é da cooperativa, a partir da folha, gestão e gastos. Então, as empresas tem gerência apenas em uma das parcelas. “A minha opinião é que a Aneel, neste ano, não deveria ter feito a revisão tarifária. Continua tudo como está até 31 de dezembro. Nós somos regulamentados, não podemos fazer o que nós queremos. Quem está pelo lado de fora, pensa: as cooperativas podem não aumentar nada. Pode. Mas perde subsidio. Então, tem o mínimo de 10% para não perder o subsidio”, destaca.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.