Sindicato dos metalúrgicos e da classe patronal seguem sem acordo

Sindimetal oferece 3% de reajuste e trabalhadores pedem o pagamento retroativo a maio

Paralisação foi suspensa devido à negociação entre os sindicatos (Foto: Arquivo/Lucas Colombo/TN)
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O esperado acordo entre o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sindimetal, referente ao reajuste aos trabalhadores, ainda não aconteceu em Criciúma. A classe patronal ofereceu 3% de aumento (com um ganho real de 0,54 + INPC), valor inferior aos 3,11% requisitados pela laboral. A proposta atual agrada à classe laboral, porém alguns detalhes emperram o acerto.

No começo da semana, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Francisco Santos, o Boca, disse ser possível fechar um acordo nos 3%, nos mesmos moldes do acerto em Caravaggio. Àquela altura, a oferta do Sindimetal era de 2,46% (o valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

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Retroativo

O aumento era para ter sido debatido em maio, porém, devido à troca de direção do Sindicato dos Metalúrgicos, foi adiado para o começo de agosto. Desde então, não há definição pelos valores.

Uma das reivindicações da classe laboral é pelo reajuste retroativo – ou seja, pagando a diferença de maio até novembro, meses em que o salário foi pago com o valor defasado.

A expectativa do sindicato patronal era por um acerto hoje, de acordo com o presidente, José Carlos Sprícigo. À reportagem, ele disse faltar apenas “alinhar alguns detalhes, mas deve acontecer o acordo”.

Expectativa

Segundo Sprícigo, o acordo era para ter acontecido ainda ontem, mas ele foi adiado para hoje. Os trabalhadores também tinham a expectativa de acertar o reajuste ontem.

Na terça-feira, os metalúrgicos iniciaram as paralisações em Criciúma, com a greve deflagrada em duas empresas. Em ambas, os funcionários recuaram após negociação com as diretorias.

“O patrão nos chamou para conversar e falou que a proposta não estava fora e iria defendê-la, como fez. Só que no sindicato patronal são várias empresas”, disse Boca. Na quarta-feira, houve uma reunião no Tribunal de Justiça. “Eu falei para eles: acionar o tribunal de justiça para fazer conciliação nesse valor que estamos pedindo fica até feio, não querer dar 3% ao trabalhador que tá enfrentando essa pandemia”, lamentou.

Paralisações

O impasse atualmente diz respeito ao retroativo: a classe patronal quer pagar em forma de abono, enquanto os trabalhadores exigem que seja na folha salarial.  De acordo com Boca, caso não haja acerto, os metalúrgicos podem iniciar a paralisação hoje ou na semana que vem.

“O patronal saiu para conversar e depois vão ver se entram em contato ou não. Estamos com o comando de greve, mas não decidimos nada ainda se vamos parar ou não. De repente na semana que vem possa parar alguma empresa”, concluiu o sindicalista.

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