Setor produtivo aquece, mas sofre com escassez de matéria-prima

Uma alternativa sugerida pela classe empresarial seria a isenção do imposto de importação dos produtos mais escassos no mercado.

Foto: Reprodução/Agência Brasil
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O cenário econômico foi o principal assunto da reunião da diretoria da Associação Empresarial de Criciúma (Acic) na noite dessa segunda-feira, 14. Os empresários da entidade realizaram o encontro de forma virtual, e destacaram o aquecimento gradual da economia, com a retomada da manufatura de forma mais rápida, porém, uma grande preocupação com a escassez de matéria-prima, devido à pandemia, e o aumento dos custos, em meio à alta do dólar.

“Grande parte dos setores industriais e também o comércio estão sofrendo com a falta de suprimentos e com a elevação dos preços, isso por conta da paralisação das atividades econômicas em decorrência da pandemia. Os fornecedores ficaram parados, os setores estão retornando e não há estoque”, destaca o presidente da Acic, Moacir Dagostin.

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“Alguns segmentos, como o de embalagens, registram um aumento de 50% na produção. Acreditamos que essa não seja uma realidade a longo prazo, irá se acomodar, porém precisamos ficar atentos a uma possível alta da inflação”, acrescenta Dagostin.

Os empresários relatam que o comportamento do mercado dificulta o planejamento das empresas. “Sem contar com a matéria-prima, não conseguimos programar a produção e o cumprimento de prazo aos clientes”, reforça Dagostin.

Uma alternativa sugerida pela classe empresarial seria a isenção do imposto de importação dos produtos mais escassos no mercado. “Derrubar o imposto neste momento faria a diferença para que as empresas consigam abastecer o mercado”, sustenta o presidente da Acic. Na contramão, os empresários locais ainda salientam a procura por mão de obra e a dificuldade de profissionais qualificados.

Durante o encontro dessa segunda-feira, a diretoria da entidade também debateu os pleitos que serão encaminhados aos candidatos à Prefeitura de Criciúma.

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