Regional: Crise aumenta em até 20% as devoluções de imóveis comerciais

Por outro lado, na esfera residencial, as demandas tiveram um surpreendente crescimento

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A pandemia do coronavírus afetou diversos setores da economia, e no ramo imobiliário, isso não foi diferente. De acordo com dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais de Santa Catarina (Secovi/SC), ocorreu um aumento de devoluções de imóveis de até 20% na região de Criciúma, considerando a esfera comercial.

“Percebemos isso principalmente nos imóveis de maior porte. Acabaram fechando algumas empresas filiais.Existe uma tendência de acontecer mais algumas devoluções ainda, porque a maioria dos planos de expansão foram cancelados. Tem muita gente ainda revendo a política das filiais, se há um bom rendimento, se a praça está se recuperando bem”, expõe Hemerson Machado, presidente do Secovi do Sul de Santa Catarina.

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Para as renegociações de aluguéis atrasados, o lema de ordem neste momento é o bom senso. “Tem que ter o bom senso. Mesmo que a pessoa desocupe o imóvel, o dono terá uma dificuldade até maior para encontrar um novo inquilino. É preciso ter cooperação das duas partes. Temos que considerar o tipo de proprietário do imóvel, ele pode ter vários, como pode ter apenas um e viver daquilo, ter aquela locação como a única fonte de renda. Por isso o bom senso é predominante”, explica Machado.

Parte residencial conta com efeito inverso

Surpreendentemente, a procura por imóveis residenciais para morar cresceu durante a pandemia. E engana-se quem acredita que as trocas são por apartamentos menores. Segundo o presidente do Secovi, as pessoas, por passarem mais tempo dentro de casa, sentiram a necessidade de se mudarem para um lugar melhor.

“Houve um aumento maior tanto na procura, como nas locações. O pessoal quis migrar para imóveis maiores e mais confortáveis. Apartamento de dois quartos passou para um de três, a casa que era uma pequena passou para um apartamento… A tendência é que se procure sempre uma qualidade de vida maior”, pontua Machado.

Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), essa alta foi, também, de 20%. O mercado imobiliário esperava uma forte recessão, porém essa mudança positiva foi um fato sentido em diversas partes do mundo. “A explicação para isso não é local, é mundial. Até imóveis de altíssimo padrão começaram a vender mais. As pessoas quando passaram a ficar esse período maior dentro de casa, começaram a sentir algumas necessidades que antes não tinham. Ou tinham, mas não sabiam”, assinala o presidente do sindicato.

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