Reajuste da gasolina ainda não reflete nas bombas em Criciúma

Petrobras anunciou o aumento de 3% nas refinarias. Alta do preço ao consumidor varia de posto a posto

Foto: Lucas Colombo/Tribuna de Notícias
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A Petrobras efetivou ontem novo aumento no preço da gasolina e no diesel. Os combustíveis saem das refinarias 3% e 4% mais caros, respectivamente. O valor reajustado ainda não chegou às bombas dos postos na região central de Criciúma, mas podem ser repassados ao consumidor assim que acabar o estoque comprado com o preço anterior.

Nas refinarias, o litro da gasolina está R$ 0,05 e o do diesel R$ 0,07 mais caro, de acordo com o site Valor Investe, do grupo Globo. A mesma publicação explica que a alta do produto anunciada pela Petrobras é ocasionada pela suba do preço do barril de petróleo – de 47 para 50 dólares no mercado internacional.

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No avenida Centenário, em Criciúma, o valor alterado ainda não chegou nas bombas de gasolina. Os preços variam entre R$ 4,37, mais próximo ao Pinheirinho, e R$ 4,39 para os lados da Próspera.

Um posto na SC-445, na Próspera, tem um preço mais barato, em R$ 4,29. Segundo o gerente, vem sendo constante os aumentos no preço e este valor ainda não representa o reajuste: deve subir R$ 0,07 na bomba.

O proprietário de outro posto na cidade, no entanto, disse ainda não saber como o mercado vai se comportar e a decisão de reajustar ou não a gasolina deve variar de posto para posto.

Na cidade, o valor da gasolina chegou a estar abaixo dos R$ 4 neste ano, especialmente entre abril e julho, em paralelo à suspensão de diversas atividades econômicas: chegou a ser R$ 3,45 – antes da pandemia chegou a quase R$ 4,40, valor possivelmente ultrapassado após o reajuste chegar nas bombas.

A partir de agosto, a gasolina voltou a subir em Criciúma e ultrapassou os R$ 4.

Nas bombas, os clientes não escondem a insatisfação com o constante aumento dos preços da gasolina. “Está um absurdo, aumentando bastante. Aqui em Criciúma é difícil achar algum posto com o valor mais baixo, é tudo na mesma faixa de preço. Na rodovia é sempre mais barato, não dá para entender essa diferença”, lamenta Wellington Correia Gallo, 56 anos.

Já Gabriel Candido, 21 anos, notou o aumento dos últimos meses. “Seria bom voltar para o preço do começo de quarentena. Hoje às vezes a gente até evita gastar muita gasolina por conta do valor da gasolina”, afirma.

A reportagem procurou o Procon de Criciúma, que respondeu ainda não ter recebido nenhum comunicado sobre o aumento dos preços da gasolina na cidade.

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