Primeira colheita da pitaya será no mês de janeiro

Período de produção segue até maio. Aproximadamente 100 produtores cultivam a fruta  na Amrec

Foto: Lucas Colombo/TN
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Geórgia Gava/Especial

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Içara

A fruta ainda causa um pouco de estranheza pelo seu formato e até mesmo pelo nome, mas com o passar dos anos, tem conquistado o paladar de muitas pessoas. Essa é a época do cultivo da pitaya, também conhecida como “Fruta dragão”, originária da América Central, é repleta de benefícios para saúde. Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), estima-se que aproximadamente 100 produtores a cultivam, número que representa um aumento de 30% comparado ao ano anterior.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Ricardo Martins, o clima vem contribuindo para o cultivo e desenvolvimento da pitaya. “A safra deste ano está normal, tudo dentro da normalidade. A primeira colheita será feita até o dia 20 de janeiro, da variedade branca, a mais comum”, afirma Martins.

Os maiores produtores estão localizados na região de Araranguá, Jacinto Machado, Turvo, Forquilhinha e São João do Sul. “As pitayas estão no período de frutificação e florescimento, as temperaturas altas ainda não estão afetando as fases de desenvolvimento da fruta”, acrescenta o engenheiro agrônomo.

Na região, em média, há o cultivo da fruta em 50 hectares divididos por municípios da Amrec. O preço médio para início da safra é aproximadamente R$ 7,90/KG, no tipo branco e vermelho da pitaya.

Cuidados com o cultivo

Os produtores Lindomar Darabas e Luan Darabas, pai e filho respectivamente, mantém todas as etapas de cuidado para manter a qualidade do produto. “Um dos cuidados que a gente têm é realizar o corte da grama para poder realizar o manejo, para evitar acidentes. Ao redor do pé, nós costumamos deixar de 20 a 30 centímetros, isso acaba refrescando o pé da fruta”, afirma Luan.

O trabalho de roçar o pé da fruta necessita de extremo cuidado, porque ao atingir a planta pode até matar a raiz. “O principal da fruta é o caule, se atingir ele, pode acabar até matando a planta. Com o calor, a pitaya deveria ter sofrido mais com a falta da chuva, claro que foi perceptivo, alguns produtores estão sentindo, mas devido à cobertura de solo que fizemos, sem cortar a grama e o capim, elas estão se mantendo”, finaliza o produtor.

Os produtores já realizaram a primeira colheita, totalizando aproximadamente 70 quilos de pitaya. “No último domingo colhemos uma remessa pequena, mas já começamos aos poucos”, finaliza Darabas.

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Por: Marciano Bortolin
Em: Içara

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