Preço do GNV se aproxima dos R$ 3 em Criciúma

Valor nas bombas aumentou mais de 30% desde 2018, ficando na casa dos R$ 2,90 o metro cúbico. Em contrapartida, consumo também elevou 35% no estado

Foto: Lucas Colombo/ Arquivo TN

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Criciúma

O  aumento do consumo e a elevação do preço do gás natural veicular (GNV) têm seguido uma mesma proporção em Santa Catarina. Enquanto nos últimos quatro anos a procura pelo combustível cresceu 35% no estado – chegando, em 2019, a 345 mil metros cúbicos ao dia – o custo aos consumidores subiu em percentual equivalente entre junho de 2018 e janeiro de 2020. Atualmente, na maioria dos estabelecimentos de Criciúma, o produto está sendo comercializado próximo aos R$ 3.

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Em sete postos de Criciúma visitados pela reportagem do jornal Tribuna de Notícias na tarde de ontem, apenas um informava na placa R$ 2,89. Nos demais, o preço do GNV oscilava entre R$ 2,96 e 2,99. A diferença de R$ 0,10 entre um estabelecimento e outro representa uma variação de até 3,4% e um custo médio de R$ 2,96 por metro cúbico do gás.

Se comparado com o período posterior à greve dos caminhoneiros, quando os combustíveis alcançaram patamares elevados, a diferença de preço alcança 35%. O levantamento feito pelo extinto jornal Diário de Notícias em 1º de junho de 2018, dias após o fim das paralisações, apontava que o preço médio do GNV chegava perto dos R$ 2,20. Isso representa quase R$ 0,80 a menos do que o montante pago atualmente pelos motoristas na região.

Competitividade se mantém

Entretanto, dados divulgados pela SCGás demonstram aumento constante da demanda de gás natural veicular em todo o estado. A venda média registrada em 2019 foi a maior desde 2012, quando o mercado do GNV catarinense iniciou um ciclo de estabilidade e retração. O resultado do ano passado é ainda 3% superior ao de 2018 (336 mil metros cúbicos/dia), 27% maior ao de 2017 (273 mil) e 35% superior ao de 2016 (255 mil). Segundo a companhia, os principais consumidores são quem precisa rodar grandes distâncias, como taxistas, motoristas de aplicativos e representantes comerciais.

Na avaliação do gerente de mercado urbano e veicular da SCGás, Gustavo Caldas dos Santos, um fator em especial contribui para, apesar do aumento dos preços, a demanda continuar elevada. “Após atingirmos o recorde de vendas em 2011 (368 mil metros cúbicos/dia), o congelamento do preço dos combustíveis líquidos para controle da inflação reduziu um pouco a vantagem econômica do GNV, visto que ele continuou tendo suas tarifas atreladas às oscilações do dólar e ao preço internacional do petróleo. A retomada que constatamos desde 2016 acontece em razão do efeito inverso daquele cenário: a competitividade tem aumentado com os frequentes reajustes praticados aos combustíveis líquidos”, analisa Santos.

De acordo com a concessionária, a vantagem do GNV chega a ser de 44% frente à gasolina e de 55% em relação ao etanol.

Confira a reportagem completa na edição desta terça-feira, 21, do jornal Tribuna de Notícias. 

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Em: Criciúma

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