Pix é o modelo de transferência instantâneo e será aplicado até novembro

Medida do Banco Central tem que ser acatada pelas instituições financeiras e poderá trazer transferência gratuita entre contas

Pagamento poderá ser feito pelo celular (Foto: Agência Brasil)
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Entrará em vigor a partir de novembro o Pix, novo modelo de pagamento eletrônico imposto pelo Banco Central em todo o território brasileiro. A evolução tecnológica pode enterrar os TEDs e os DOCs e promete instantaneidade para pagamentos e transferências bancárias, independente do dia e do horário.

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O Pix foi anunciado pelo Banco Central no dia 19 de fevereiro e a data limite para as instituições financeiras o colocarem em prática é 16 de novembro deste ano. Cada banco deverá habilitar em aplicativos próprios para celular, que permitirão realizar transferências instantâneas entre contas, sem pagamento de tarifa pelo pagador.

Outra novidade do novo modelo é a possibilidade de pagar contas ou compras diretamente pelo celular, através da leitura do QR Code. Uma estimativa levantada pela Revista Exame, publicação especializada em economia, aponta para a perda de R$ 91 bilhões em cinco anos para bancos e processadoras financeiras de cartão de crédito.

A implantação do Pix gerou amplo debate no sistema financeiro. Reguladores de agências financeiras temem que a migração para novembro possa acarretar em dificuldades para as empresas menores do setor na adaptação e acarretará em insegurança para o usuário, devido às dificuldades que as empresas enfrentarão.

Porém, ao Portal Uol, representantes das fintechs, startup financeiras virtuais como o Nubank, afirmam que não haverá problemas de segurança e que há muito tempo acontece o debate sobre a migração. O novo modelo seria uma forma de o Banco Central adequar-se ao que ocorre em outros lugares do mundo.

Cada banco terá a missão de adaptar-se ao novo modelo. O Sicoob, por exemplo, já tem um aplicativo com ferramenta semelhante, que permite o pagamento pelo QR Code. Porém, a cooperativa de crédito projeta melhorias quando implantar as novas medidas.

“O Sicoob já oferece uma ferramenta de pagamento instantâneo, chamada Sicoob Pay. Ela fica dentro do aplicativo do Sicoob e pode ser utilizada para fazer pagamentos para outras contas Sicoob por meio de QR Code. Com o Pix, o Sicoob Pay vai ficar ainda mais completo, possibilitando fazer pagamentos instantâneos também para outras instituições financeiras”, manifestou a cooperativa por meio de nota.

Outra novidade que o Pix traz ao consumidor é a facilidade para realizar as transferências. O usuário tem a possibilidade de cadastrar uma chave, que pode ser o CPF/CNPJ, e-mail, número do celular ou uma chave aleatória. Assim, quando for efetuar uma transferência, será necessário informar apenas a chave.

“Os cooperados que se cadastrarem, receberão a partir de outubro a confirmação da chave. A solução vai estar disponível no aplicativo Sicoob a partir de 16 de novembro”, explica a Consultora Organizacional do Sicoob Credisulca, Eveline Marcon Francisco Dagostin.

Reportagem da Revista Exame citou a adequação do sistema brasileiro ao que é feito atualmente no mundo. Nos Estados Unidos, como não houve a imposição de um modelo para pagamentos instantâneos, o sistema não prosperou; porém, na Índia, com ampla abertura, houve diminuição dos custos operacionais.

Na Inglaterra, cuja taxa para os pagamentos com cartões de crédito não é tão alta quanto a brasileira, o método de pagamento também não virou realidade, pois não havia tantos benefícios para os vendedores: no Brasil, com a taxa de 1,5%, pode virar uma boa alternativa.

O Banco Central deve dar mais detalhes sobre as possíveis cobranças para transferências interbancos, que hoje são cobradas diretamente a quem realiza a transação, o que não acontecerá no novo modelo: o banco poderá cobrar de quem está recebendo o valor, mas ainda não há determinação final sobre o assunto.

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