Micro e pequenas empresas de SC voltam a ter saldo positivo de empregos

Marca foi registrada pela primeira vez após início da pandemia

Foto: Arquivo/TN

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As micro e pequenas empresas estão próximas de recuperar todos os empregos perdidos com a pandemia causada pelo novo Coronavírus. O levantamento “Impacto do Coronavírus nos negócios”, com dados do Ministério da Economia, realizado pelo Observatório de Negócios do Sebrae/SC, aponta que com a gradual retomada econômica, o impacto nos pequenos negócios tem sido cada vez menor em Santa Catarina.

No mês de outubro, foram gerados 21.256 empregos, que proporcionou pela primeira vez após a pandemia um saldo positivo, com 6.151 empregos gerados, o que não acontecia desde o mês de março. As micro e pequenas empresas representam 65% dos empregos em todo o estado.

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Após acumular 47.867 perdas de empregos no mês de junho, outubro é o 4º mês crescente consecutivo de empregos gerados. Micro e pequenas empresas foram mais impactadas pela crise do que empresas de médio e grande porte. No entanto, as MPE’s devem continuar a ampliar sua participação mensal na geração de empregos.

Outubro foi o primeiro mês em que as micro e pequenas empresas de Santa Catarina geraram empregos em todos os setores econômicos: comércio (6.909), indústria (6.906), serviços (6.705), construção civil (432), e agropecuário (304). Ainda que tenha gerado quase 7 mil empregos no mês de outubro, o setor do comércio é o que permanece mais impactado pela pandemia, com saldo negativo de 5.078.

“Somando nove meses de pandemia, os pequenos empresários ainda continuam passando pelo processo de mudanças, aprendizados e readaptação. As micro e pequenas empresas são fundamentais para a recuperação e retomada da economia neste momento de crise”, disse o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro.

Atividades econômicas

No acumulado do ano, a atividade econômica que mais gerou empregos foi a de abate e fabricação de produtos de carne, somando 9.349 empregos gerados. Em relação ao mês de outubro, a maior recuperação foi do segmento de confecção de artigos de vestuário e acessórios, com 2.527 empregos.

Durante o ano, a atividade que mais perdeu empregos foi o segmento de restaurantes e outros serviços, com saldo negativo de 11.769 empregos. Considerando o mês de outubro, a atividade que mais perdeu emprego foi a de transporte rodoviário de passageiros, com menos 753 postos de trabalho.

Regiões

Considerando o saldo acumulado até o mês de outubro, todas as regiões catarinenses tiveram melhoras. Sete delas ampliaram o saldo, que já era positivo, e Foz do Itajaí e a Grande Florianópolis diminuíram seus saldos negativos de emprego.

As regiões Oeste, com acumulado de 10.282 empregos, e a Norte, com 8.422 empregos, respondem pela metade dos empregos gerados no Estado, representando 53,10%. A região mais impactada com perdas de postos de trabalho segue sendo a Grande Florianópolis, com saldo negativo de 5.455 empregos.

Para retornar ao saldo de empregos positivos no último trimestre do ano, Florianópolis precisa manter o desempenho de outubro. “A participação das MPE poderá ser um grande diferencial, pois há indicativos em estudos complementares do Sebrae que apontam a região da Grande Florianópolis como a que irá liderar o processo de geração de empregos no último trimestre do ano, em conjunto com a região Sul”, afirmou Pinheiro.

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