Lauro Müller projeta turismo como terceira fonte de renda até 2030

Município vai usar potencialidade da Serra do Rio do Rastro em plano para os próximos 10 anos

Foto: Arquivo/Lucas Colombo/TN
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Porta de entrada para a Serra do Rio do Rastro, nos limites da Região Carbonífera, o município de Lauro Müller criou um plano turístico para alavancar a economia nos próximos dez anos. O crescimento do setor nos últimos anos, impulsionado especialmente pela Serra, empolga o município, a ponto de projetá-lo para ser, em 2030, a terceira principal matriz econômica.

O Plano

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O plano completo deve ser lançado nas próximas semanas e inclui guias, rotas, plataformas digitais e símbolos turísticos, com um novo slogan para o município. “Está tudo documentado e planejado. Só ainda não fizemos os atos oficiais de lançamento. Durante a pandemia ficava difícil estimular o turismo”, explicou o secretário de turismo de Lauro Müller, Luciano de Melo Phillipi.

Atualmente, a economia de Lauro Müller é pautada, principalmente, na agricultura e na mineração. A ideia é até 2030 o turismo movimentar outros eixos, como prestação de serviço e o comércio local. Para tal, a Serra do Rio do Rastro é a chamada “cereja do bolo” pela secretaria de turismo.

“As pessoas procuram o município por estar na Serra, dentro de um bioma de mata atlântica com água, fauna e flora em abundância”, avalia Phillipi. A integração com a natureza é o pilar estratégico da pasta, em um relacionamento entre poder público e iniciativa privada. “É uma identidade de Lauro Müller. Surgem pousadas e restaurantes  por meio da confiança que damos ao setor econômico”, completa o secretário.

Hospedagem

Segundo Phillipi, nos últimos anos, 400 leitos de hospedagem foram criados no município pela iniciativa privada, entre albergues, hotéis, pousadas, dentre outros. O poder público, na visão do secretário, auxilia com melhorias na infraestrutura, como asfaltamento de ruas na área urbana e estradas da área rural, ciclovias e saneamento básico, para tornar a cidade mais atrativa a quem vem de fora conhecer a Serra.

A estimativa da secretaria de Turismo de Lauro Müller é de que 45 mil veículos transitam pela Serra mensalmente, durante as quatro estações do ano. “É o potencial turístico que temos. A Serra é a cereja do bolo e está dentro do município de Lauro Müller”, comemora. “Ela é reconhecida internacionalmente, destino estrela da região Encantos do Sul”, diz, referindo-se à divisão regional definida pelo Ministério do Turismo.

Conceito

“O nosso conceito turístico é de base comunitária, a própria comunidade se apropria do eixo de turismo. Queremos que os empreendedores despertem para ampliar esse quadro. Quando há confiança para o setor de turismo de que o poder público faz investimentos, desperta na sociedade”, explica Phillipi sobre a estratégia para, por exemplo, triplicar o número de leitos de hospedagem até 2030.

A geografia acidentada, com vistas dos mirantes para as belezas da Serra, além das curvas sinuosas da SC-390, desperta o interesse de motociclistas, ciclistas, aventureiros e observadores da natureza de todo o Brasil: esse é um dos fotos do turismo de Lauro Müller. É nesse sentido que atua o Ecomuseu, cujo objetivo é a integração do turista e a preservação da natureza.

Turismo rural é outra potencialidade municipal

Porém, Phillipi destaca outra potencialidade do município: o turismo rural. “Nós temos o turismo da agricultura familiar, o conceito de agroturismo.”, detalha. No município desenvolveu-se a Associação Acolhida da Colônia. “Formada por agricultores familiares que colocam as propriedades para receber os turistas e apresentar o modo que eles vivem e trabalham”, acrescenta o secretário.

“Os tropeiros, jesuítas que passaram por essas terras. Tudo isso faz parte de outros potenciais turísticos. Tudo está dentro desse planejamento para os próximos 10 anos”, conclui.

Devido às eleições e antes a pandemia, o plano de desenvolvimento do turismo ainda não foi apresentado à sociedade. O novo slogan, “A natureza escolheu a gente”, já dá a ideia do que vem pela frente. “É em função de estarmos em um espaço em que o meio-ambiente é muito valorizado”, encerra Phillipe.

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