A gasolina mais barata do Brasil está em Criciúma, afirma gerente

Na cidade, combustível pode ser encontrado a até R$ 2,996, por meio de aplicativos, nessa quinta-feira

Foto: Divulgação

- PUBLICIDADE -

Gustavo Milioli

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Em outras cidades, o comum é encontrar o litro da gasolina sendo vendido a mais de R$ 4,00, muito acima do preço que vem sendo praticado em Criciúma. Nos postos criciumenses, nesta semana, o valor tabelado era de R$ 3,499. Hoje, é possível pagar até R$ 2,996, utilizando aplicativos digitais.

Afinal, o que causa toda essa diferença? Segundo uma empresária do ramo, na cidade de Criciúma ocorre uma situação atípica, diferente da grande maioria das outras praças espalhadas pelo Brasil. Uma série de fatores, como a grande concorrência do segmento entre as marcas nacionais na região, impulsionada por uma onda de tecnologia, oportuniza esse preço atraente aos consumidores.

Na prática, aplicativos de celular vinculados às companhias nacionais, frutos de parcerias com empresas de outros setores, ofertam descontos de 2% a até 10% para os consumidores. Os próprios estabelecimentos, em alguns casos, também contam com uma própria plataforma digital, o que possibilita reduzir ainda mais o preço. Com isso, nesta quinta-feira, é possível pagar apenas R$ 2,996 no litro da gasolina comum em determinados postos da cidade.

“Em nosso posto temos um outro aplicativo, onde trabalhamos a fidelização do cliente. Neste, descontamos de R$ 0,10 a até R$ 0,20 por litro. Então imagine, o preço normal hoje está a R$ 3,45. Com os primeiros 10% de desconto, ele já economiza R$ 0,34 por litro. Se for somar mais os R$ 0,10 que eu dou pelo meu aplicativo, chegamos a um cashback de R$ 0,44 por litro de gasolina, o que me permite vender por esse preço de hoje”, detalha Izabelli Rodrigues, gerente de um posto da cidade.

Toda essa concorrência pelo melhor preço é benéfica aos consumidores, que têm a oportunidade de encontrar o produto mais barato. “As companhias estão dando suporte aos seus revendedores daqui, em função de um problema local. Criciúma tem 47 postos, para uma cidade de aproximadamente 220 mil habitantes, é muito posto. A concorrência fica muito alta, deixando em aberto essa busca pelo melhor preço”, aponta.

Antes da pandemia, eram vendidos cerca de 12 milhões de litros de gasolina por mês na Capital do Carvão. Agora, esse número caiu em até 40% na grande maioria dos estabelecimentos. “Não tem creches, escolas, faculdades, o comércio não está como antes… Tudo isso gera uma diminuição no consumo de combustíveis”, pondera. “É importante salientar que isso é um problema pontual. O que vem para ficar mesmo são os aplicativos, isso não tem mais jeito”, destaca.

O valor correto atualmente, de acordo com as refinarias, deveria ser de R$ 4,09. “Muita gente não acredita, acha que é um desconto muito grande para ser verdade. Mas hoje posso garantir que temos a gasolina mais barata do Brasil”, afirma.

Nova era

O advento da tecnologia ainda é uma realidade recente no mercado de combustíveis. Os recursos digitais vão ganhando cada vez mais espaço em diversos setores da economia, e neste ramo, isso não é diferente. “Quem não se atualizar, vai ficar para trás”, afirma a gerente.

“No meu posto estamos com o aplicativo próprio há 15 meses, trabalhando a fidelização do consumidor. Hoje, contamos com 8,6 mil clientes cadastrados. Ao longo desse tempo, já retornamos aos clientes mais de R$ 300 mil em cashback ”, informa.

Por conta desse aliado digital, ela não sentiu os reflexos da crise em seu negócio. “As minhas vendas até aumentaram nos últimos meses. O novo conceito de comprar combustível hoje é através de aplicativo. O cliente que irá fazer seu preço, juntando várias opções que ele tem”, arremata.

 

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.