Criciúma: Vendas de imóveis devem crescer

Após um ano de reservas, por parte dos compradores, projeção indica um aumento da comercialização na construção civil em 2021

foto: Lucas COLOMBO
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Tiago Monte

Criciúma

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Após um ano de obstáculos nas comercializações e busca por alternativas, principalmente devido à pandemia do novo coronavírus, o setor da construção civil está animado com a chegada de 2021. A projeção é para o crescimento na venda de imóveis para o próximo ano, após 2020 contar com muitos depósitos de dinheiro em contas bancárias. “As pessoas ainda estão um pouco inseguras, pelo momento. A hora que criar uma estabilidade, a partir da chegada da vacina, essas pessoas vão investir no imóvel, porque elas estão pagando para deixar o dinheiro no banco. O porto seguro é o imóvel”, comenta o diretor da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e representante da Construção Civil na Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Olvacir Fontana.

O empresário acredita que o investimento em imóveis alavanca a economia de todo o país. “Aumenta a produtividade, emprego e a economia gira. Assim, a renda começa a melhorar. Um país que tem a construção civil ativada, tem uma alavanca para o crescimento e o desenvolvimento”, pontua.

Fontana conclui que as pessoas perdem dinheiro, deixando os valores investidos nos bancos. “A inflação é de 3 ou 4% e, no banco, a remuneração é de, no máximo, 1,5% ou 2%. Então, quem tem dinheiro está perdendo. As pessoas têm que investir no seu negócio, seu bem-estar e viver novas experiências com a família, amigos e vizinhos, com um certo distanciamento devido à pandemia”, ressalta.

Atenção para a alta dos preços

O diretor acredita que os imóveis sofrerão uma alta nos preços, em função do aumento nos preços das mercadorias e insumos. O ano de 2020 foi de desequilíbrio nas cadeias produtivas. “Com essa falta, houve um aumento de preços. Isso o nosso setor vem sofrendo fortemente e os nossos custos têm subido. Eu tenho visto ainda que, as empresas que estão preparadas, estão vendendo, não subiram os preços ainda, mas a tendência dos imóveis é de alta, subida de preços”, destaca.

Fontana faz questão de deixar claro que os valores podem subir em virtude do repasse de custos.  “As empresas estão perdendo dinheiro também, porque o custo da matéria prima tem subido, o desabastecimento tem feito os custos subirem. Então, isso é preocupante também. O setor, por um lado, cresceu as vendas, mas os custos cresceram também. Precisamos ficar muito atentos para não deixar desequilibrar o fluxo de caixa e os resultados porque isso pode ter consequências graves”, pontua.

Oportunidades e dificuldades em 2020 

Em virtude da pandemia, o empresário acredita que 2020 foi um ano diferente. “Novos obstáculos, modelos e novas alternativas, mas foi um ano de oportunidades. Eu tinha um professor que dizia: ‘se você não está confuso é porque você não sabe o que está acontecendo’”, comenta.

Para Fontana, a maneira de trabalhar se refez e a criatividade foi o grande diferencial para as empresas se destacarem no mercado. “A pandemia é algo novo e diferente e os modelos se refizeram. A maneira de trabalhar se refez, mas acredito que as empresas diferenciadas e que tem criatividade olharam como oportunidade e se adequaram ao novo modelo. As empresas usaram mais a internet, os smartphones e novas alternativas de se comunicar e conquistar os clientes”, diz.

Muitos empresários já estão com os pedidos realizados até março, isso faz o ânimo da cadeia produtiva aumentar. “O Brasil é um país de oportunidades e eu tenho conversado com muitos empresários que estão com os pedidos até março já feitos. Os vendedores estão em férias e os empresários estão projetando novos investimentos. Então, foi um ano de oportunidades. Em um primeiro momento, um ano de dificuldades e depois um ano de oportunidades”, destaca.

Estabilidade na economia gera confiança

Fontana defende o livre comércio, sem influência do Estado. Desta forma, ele acredita que a economia se estabilizará e o desenvolvimento será retomado. Inclusive, o empresário defende uma redução de tamanho na estrutura do governo. “Eu acredito no país, nós temos que solidificar uma economia na mão da iniciativa privada e entendo que o governo tem que diminuir de tamanho. Tudo que o governo coloca, ele é ineficiente, burocrático e dificulta. Então, o setor produtivo tem sofrido muito na mão dos governos, onde tentam criar travas e regras para quem produz”, diz.

O empresário ainda defende o governo apenas como agente regulador. “Quem produz quer liberdade para produzir e, com isso, gera emprego, renda e impostos. Temos que deixar a economia mais livre e o governo ser apenas regulador. O governo não tem que se preocupar com muitos setores que se preocupa. Um exemplo é a Petrobras: uma empresa só. Ela não é eficiente. Nós temos que ter concorrência. É isso que melhora. O governo não pode interferir na economia, ele tem que cuidar da segurança, educação e saúde. Esses três itens ficam com o governo”, finaliza.

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