Criciúma: setor plástico cresce em meio à pandemia

Mesmo com um primeiro semestre fatídico, setor plástico se recupera e fechará o ano em crescimento. Projeção para 2021 é otimista


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Tiago Monte

Criciúma

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Logo no começo da pandemia do novo coronavírus, entre os meses de março e abril, o cenário era incerto e sombrio para as empresas de todos os segmentos. Não era diferente para as indústrias plásticas. A incerteza chegou a levar empresários a pensarem no fechamento das empresas. Porém, no segundo semestre houve uma retomada e o encerramento do ano é bastante promissor e satisfatório. “Apesar da queda toda de abril, maio e junho, a recuperação supriu esse vazio do inicio da pandemia. Devemos fechar entre 10 e 12% de crescimento com relação a 2019. Da mesma forma que houve a queda, lá atrás, quando voltou, foi com força total, além do normal”, explica o Coordenador da Cadeia de Descartáveis da Abiplast – Associação Brasileira da Indústra do Plástico – e presidente da Cristalcopo, Anselmo Freitas.

O ano encerra menos aterrorizante do que se desenhava.“Em abril, não sabíamos o que aconteceria. Em maio, nós sentimos uma leve melhora. Em junho, melhorou um pouco mais, assim como em julho. De agosto e setembro para frente, foi recorde em cima de recorde. Tanto que hoje falta matéria-prima, o insumo básico, que são as resinas termoplásticas. Elas, na maioria das vezes, compõem até 70% do custo do material”, pontua Freitas.

O volume de vendas que não se confirmou em abril e maio acabou se concretizando no segundo semestre. Devido à parada para as festas, o mês de dezembro pode ser um pouco prejudicado. “A gente já fez uma projeção até 31 de dezembro. Tivemos uma queda máxima em abril e foi recuperando aos poucos. Agora estamos conseguindo suprir esse volume de vendas que não tivemos em abril e maio. As vendas aumentaram em agosto, setembro, outubro foi recorde e novembro novamente. Esperamos que dezembro, apesar dos feriados de Natal e Ano Novo, que caem em sextas-feiras, onde não terá frete, pode ser que fique prejudicado”, ressalta.

E essa é exatamente a grande preocupação do setor plástico: a falta de matéria prima. Aliado a isso, a alta nos preços. “Hoje, todos os alimentos são colocados em embalagens plásticas. E subiu muito. O preço da resina subiu, as embalagens também e isso vai refletir na inflação. Essa inflação que estamos vendo hoje, não é a inflação real. Com certeza, não é”, destaca.

Expectativa alta para o próximo ano

Freitas acredita que 2021 será um ano de crescimento para todos os setores. “A gente está com uma expectativa que, no primeiro trimestre de 2021, os suprimentos de matéria prima se normalizem. Caso não se normalize, pelo menos ameniza a falta que tem hoje. O custo do alimento que consumimos em casa está vinculado ao custo das embalagens. Tem produto que a embalagem é mais cara que o produto”, diz.

Confiante na eficácia da vacina contra a Covid-19, o empresário acredita que a demanda reprimida será totalmente sanada. “Não temos automóvel para entrega imediata, por exemplo. Não temos ferro, aço, cimento, concreto, resina plástica e uma série de itens. Até abastecer todo o mercado, vai se transformar em um ano bom. Exatamente por isso. Creio que vai haver um crescimento bem interessante em todos os setores”, completa.

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