Criciúma: Crescimento e geração de empregos

Indústria de insumos para suinocultura e avicultura aumentou a capacidade em 150 postos de trabalho neste ano. Previsão para 2021 é de novidades em produtos

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Tiago Monte

Criciúma

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É uma tônica em todo a cadeia produtiva que 2020 foi um ano bastante competitivo, devido à pandemia do novo coronavírus. Entretanto para as indústrias de insumos para suinocultura e avicultura, as dificuldades resultaram também em crescimento. A Plasson finaliza 2020 com 150 postos de trabalhos a mais, em comparação ao mesmo período do ano passado. “Eu considero algo importante que aconteceu nesse ano, porque a empresa cresceu e a gente pôde oportunizar empregos para um bom volume de pessoas. Nós, nesse ano, crescemos em torno de 150 pessoas na empresa, entre aqui e São Paulo”, explica o diretor geral da empresa para América Central e Latina, Franke Hobold.

A maioria desses empregos foram geradas na unidade de Criciúma. “Basicamente, 120 pessoas foram aqui em Criciúma. A gente abriu novas vagas, então crescemos de 600 funcionários, que tínhamos no inicio do ano, para 750 que estamos hoje, em números aproximados. Quando muitos perderam emprego, nós podemos dar oportunidade para outros se incorporaram ao time e virem trabalhar na empresa. Isso foi bastante importante”, pontua.

Em volume de vendas, a empresa superou o que havia projetado. “Não esperávamos crescer 50%, que será o número que atingiremos. Agora, em resultado, logicamente, não será o que projetamos, pela questão da matéria-prima, porque a velocidade de você absorver custos novos e repassar ao preço de venda, não é a mesma. Você não consegue repassar porque tem carteira de pedidos e a gente tem que absorver novos custos, mas o resultado é positivo. Sem dúvida nenhuma, apesar de toda a situação”, comenta.

A jornada mais desafiadora da carreira

Para Hobold, 2020 foi o ano mais desafiador da carreira. E também o ano em que o trabalho mais exigiu dele. “E não só pelo volume de trabalho porque a empresa teve um crescimento significativo nesse ano. A gente teve um ano muito turbulento. Começamos com um viés otimista, projetando um crescimento e, de repente, em março veio aquela bomba que deixou a gente, por um bom tempo, perdido no tempo. Não sabíamos o que iria acontecer e as implicações disso que foi para todos os empresários, acredito. Aos poucos fomos trabalhando”, ressalta.

A portaria do governo, que protegeu, no início da pandemia, os fornecedores de serviços essenciais à população, favoreceu o trabalho da empresa. “Nós, como somos um setor que produz equipamentos para avicultura e suinocultura e está dentro da cadeia de alimentos, tivemos uma demanda bastante grande e os benefícios de podermos trabalhar normalmente. Não tivemos restrições, desde o inicio”, explica Franke.

Alta nos preços devido à matéria-prima

O que mais fez a empresa sofrer foi a instabilidade no fornecimento de matéria prima. Hobold chama as altas nos preços de  ‘assalto à mão armada’ contra as empresas. “Hoje, a gente não tem disponível toda a matéria-prima que a gente precisa para tocar a fábrica normalmente. Aço, resina plástica, PVC… todos os materiais. A gente teve uma falta bastante grande de aço, que está bastante difícil, e a gente tem fornecimento direto. Quando falta da siderúrgica, você precisa da revenda e daí o preço sobe 60 ou 80%. Não tem viabilidade para isso”, explica.

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