Criciúma: Ano de sucesso e aprendizado

Setor químico comemora crescimento, com criatividade e oportunidades, após um impacto inicial da pandemia do novo coronavírus

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Tiago Monte

Criciúma

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Reinvenção. Essa é a palavra que define as empresas do setor químico em 2020. Com processos otimizados e criatividade, o resultado, em geral, é positivo e a perspectiva de crescimento permanece para 2021. Isso tudo após um começo de ano impactado pela pandemia do novo coronavírus, que derrubou faturamentos e causou paralisações coletivas nas empresas. “O aprendizado de 2020 é algo que demoraríamos uns cinco ou 10 anos para obter. Isso em intensidade e termos de tecnologia e como estabelecer a comunicação dentro da empresa. Em termos de ganho de produtividade está sendo um dos melhores anos, em termos de resultado, da empresa. Tudo em função da modificação e do ganho de produtividade”, pontua o Diretor Executivo da Farben, Edmilson Zanatta.

O ano também deixa uma lição para o empresário: executar os projetos, mesmo que eles não estejam perfeitos. “A gente percebe que, no dia a dia, está muito preocupado com o perfeito e deixa de fazer o ‘feito’. Tens que procurar o perfeito, mas não deixar de fazer o ‘feito’. Aos poucos, você atinge o nível esperado. Tínhamos vários projetos que não eram executados porque pensávamos que não estavam prontos. Faltava um detalhe. A pandemia disse para a gente: ‘Não! Coloca na praça o que tu tens e as situações vão se ajeitando conforme vão para a praça. A ‘cereja’ vem lá na frente. Antes feito do que perfeito – esse foi o mote da nossa empresa”, comenta Zanatta.

Quando os representantes comerciais estavam bastante assustados, de baixo astral, a empresa usou a criatividade: antecipou um lançamento de produto para elevar a moral dos funcionários. “O lançamento seria presencial, em uma feira, em julho ou agosto. Resolvemos antecipar, tudo virtualmente, para dar um ânimo às pessoas. Uma nova linha de tintas para ser oferecida aos clientes como oportunidade”, ressalta.

A partir daí, o mercado começou a melhorar e os recordes de faturamento surgiram no segundo semestre. “Em junho, praticamente equilibrou as vendas. De julho para frente começamos a bater recordes de vendas. Cada mês superava o anterior. Isso até novembro – quando o faturamento foi quase recorde. Nós mudamos de patamar. Tinhamos dito ao conselho que aumentaríamos em 30% a produção e isso aconteceu também nas vendas”, pontua.

Exposição de marca através do automobilismo

A Farben utilizou também a exposição de marca em um outro negócio, que nada tem a ver com a finalidade da empresa, para abranger um número maior de pessoas. Através do piloto André Gaidzinski, a companhia atrelou uma linha de tintas de alta qualidade com a marca de carros Porsche. “O André esteve na empresa e disse que o dono da escuderia Porsche queria pintar toda a oficina, aproveitando que estava tudo parado. Nós tínhamos interesse e fomos até lá para negociar. Nós demos a tinta e ele nos deu um carro plotado. Nós tínhamos que fazer o lançamento da tinta ‘high-performance’, a linha top da empresa, e nada melhor do que conciliar com a Porsche – um dos carros de mais alto desempenho no mundo. Juntou a fome com a vontade de comer”, explica Edmilson.

Com o sucesso da iniciativa, o investimento em marketing foi ampliado. “Resolvemos patrocinar uma corrida só, mas o reflexo foi tão positivo, nacionalmente e internacionalmente, que resolvemos estender para mais duas corridas do campeonato todo. O resultado foi fantástico para a visibilidade da empresa. Nós tivemos mais de 3 milhões de visualizações, nas redes sociais, e nós estávamos em 10 mil. Queriamos chegar, até o final do ano, com 40 mil, mas chegamos a 3 milhões e toda focada para os nossos clientes. Direto em nosso nicho. Foi muito positivo”, comenta.

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