Atacados clamam por volta do transporte interestadual

No Sul, a região do Extremo Sul Catarinense é a que conta com mais atacadistas, empregando diretamente três mil pessoas

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Por conta da suspensão do transporte interestadual, o setor atacadista está sofrendo e contabilizando diversos prejuízos. Afetados diretamente desde o dia 18 de março, o segmento já realizou diversos cortes de gastos e teme medidas mais drásticas, como a demissão em massa.

No Sul de Santa Catarina, o Vale do Araranguá é o que mais conta com centros comerciais que trabalham com o atacado. Segundo o representante do Núcleo Moda Sul, Adilon Fernandes, pelo menos 85% das vendas dos atacados são para clientes de fora de Santa Catarina. “Hoje a maioria absoluta da nossa clientela é do Rio Grande do Sul e eles costumam vir comprar aqui na nossa região de ônibus. Com a suspensão do transporte coletivo intermunicipal, isso ficou prejudicado”, contou.

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De acordo com o representante, mesmo após uma portaria, que autorizou as vendas em formato e-commerce, a retomada das vendas não aconteceu. “Nós ficamos por duas semanas parados e depois fomos autorizados a vender no formato de e-commerce, por meio de venda pela internet, havendo a tele-entrega. Porém as vendas representam apenas 15% do que vendíamos antes. Se essa realidade não mudar, teremos graves conseqüências, como a demissão em massa, que até o momento ainda não aconteceu”, disse.

Conforme Fernandes, com a ausência do transporte, o segmento é afetado diretamente. “Ofertamos mais de três mil empregos na região e de forma indiretamente são mais de 30 mil clientes afetados, sem falar daqueles que atuam na produção do material, dentro de facções da indústria de confecção”, relatou.

Lançamentos alterados

Segundo Fernandes, antes do fechamento, os centros comerciais haviam lançado suas coleções outono inverno, mas outros lançamentos foram afetados. “Conseguimos fazer o lançamento da coleção, mas a coleção de alto inverno não foi lançada, além disso, os looks de primavera verão estão comprometidas”, destaca.

Inclusive, segundo o representante, ele foi transferido. “Lançaríamos em agosto e passamos para setembro com a expectativa de que a roda volte a girar”, disse.

Pedido para Amesc

A categoria encaminhou um documento para a Associação dos Municípios do Extremo Sul de Santa Catarina pedindo o auxílio dos 15 prefeitos para a retomada do transporte interestadual. “Semana passada nós fomos recebidos pelos prefeitos da nossa região e apresentamos uma carta que foi endereçada ao secretário de estado da Infraestrutura e Mobilidade Urbana e ao governador de Santa Catarina. Recebemos um retorno muito positivo e todos assinaram esse documento”.

A matéria completa você confere no Jornal Tribuna de Notícias desta terça-feira.

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Por: Eduardo Souza
Em: Araranguá

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