Arroio do Silva: Setor hoteleiro enfrenta dificuldades na pandemia

Pandemia afeta no número de turistas e as hospedagens caem até 30% no mês

Faturamento no ano teve queda de até 90%, projeta empresário do ramo (Foto: Divulgação)
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O setor hoteleiro enfrenta dificuldades em Arroio do Silva, em decorrência da pandemia do coronavírus. O visual de menos banhistas nas areias do balneário reflete diretamente no número de turistas no município.Estimativa de Élito Scaini, proprietário de um hotel na cidade, é de que há 30% menos hóspedes em novembro desse ano.

Segundo Scaini, a pandemia atinge a sociedade catarinense como um todo e não apenas o setor do turismo. “As dificuldades são gerais e os turistas não apareceram. Há desmarcações, as pessoas estão assustadas”, comenta o empresário.

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Scaini afirma que teve perda de até 90% de faturamento neste ano e desmarcações recentes foram feitas em seu hotel, em aproximadamente 300 diárias entre o fim de novembro e começo de dezembro.

Essa situação vai afetar na contratação temporária para o verão, costumeiramente feita no dia 15 de dezembro até o dia 15 de março. Atualmente, há 10 funcionários no hotel. “No inverno o nosso faturamento zerou, trabalhamos minimamente”, lamenta.

“Nós estamos queimando gordura ou fazendo dívidas. Estamos postergando os problemas. Todo mundo sonha em um verão bom para pagar aquilo que está devendo”, completa o empresário.

Bandeiras

No Arroio do Silva, grande parte dos turistas é do Rio Grande do Sul, segundo Scaini. Para o empresário, uma suposta generalização de Santa Catarina como em “bandeira vermelha” de pandemia acaba afastando os hóspedes do estado vizinho.

“Santa Catarina está nas bandeiras vermelhas, tem que regionalizar isso. Tem que colocar que se Chapecó está vermelho, aqui não está. Quem olha notícia, acha que está todo mundo na pandemia”, alega Scaini.

No mapa regionalizado de pandemia, divulgado pelo Governo do Estado, a Amesc permanece no risco grave de pandemia, ou seja, com a cor laranja no mapa. A explicação do empresário é de que as pessoas de fora de Santa Catarina não sabem dessa informação e, por isso, desistem de ir até o Arroio.

“Tem que ter prevenção e um monte de coisa, sou leigo na área da medicina, mas a vida tem que continuar. As pessoas têm que trabalhar e ter salário. Está todo mundo com medo de investir”, lamenta.

Queda era esperada pelo município

O baixo número de banhistas no Balneário Arroio do Silva neste período de pandemia não pegou de surpresa a Secretaria de Turismo. O trabalho tem sido pela conscientização de uma visita responsável ao município, respeitando as normas sanitárias e priorizando a saúde da população.

“O nosso município é conhecido por eventos, grandes e complexos, e sempre enche a praia de turistas. Com a questão do vírus, nós perdemos o nosso ponto mais forte. Vamos ter que trabalhar outras formas de turismo, trabalhar muito com a orientação das pessoas no comportamento à beira-mar”, projeta o secretário Joey Ramone.

Expectativa

Segundo o secretário, essa diminuição visual de banhistas à beira-mar e também de ocupação das casas de veraneio é uma realidade de outros municípios da região. A expectativa é de uma melhora com a chegada do verão.

“A gente conversa com outros colegas, e eles já tinham esse receio (da queda de turistas). A gente vê uma diminuição nesse número, mas esperamos uma melhora no fluxo turístico mais organizado”, completa Ramone.

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