Araranguá: Extremo Sul pronto para o crescimento

Região registra bons números na economia devido à agricultura e ao agronegócio, e expectativa é avançar ainda mais com obras estruturantes

Agricultura, Principalmente o arroz, tem garantido bons números para o Extremo Sul (Foto: Arquivo/Lucas Colombo)
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Enquanto grande parte do país enfrenta grandes dificuldades devido à pandemia de Covid-19, um pedaço da nossa região vive perspectivas de crescimento. Com a maioria das cidades tendo uma economia baseada na agricultura e no agronegócio, além da perspectiva de empreendimentos e obras estruturantes, o Extremo Sul se prepara para um novo momento.

O primeiro motivo para acreditar em bons tempos vem da agricultura e do agronegócio, que cresceram durante a crise do coronavírus. “A questão basicamente neste ano de pandemia, é por causa do agronegócio. Quase tudo que é relacionado ao agronegócio teve um crescimento. Como a região da Amesc só tem dois municípios que são mais industrializados, que são Araranguá e Sombrio, eles vão ter uma queda, mas os outros 13 municípios da Amesc tem como base a agricultura e todo o agronegócio aumentou, por isso deste aumento significativo. A expectativa é boa. Hoje o crescimento no movimento econômico de 2020 está na faixa de 10% da média geral dos 15 municípios. Tirando fora Araranguá e Sombrio, esse crescimento chega a 30%. É um ano muito bom para os municípios agrícolas”, destaca o coordenador do Movimento Econômico da Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc), Ailson Piva.

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Valorização

Também fez diferença a valorização de algumas culturas, como a rizicultura, já que o saca do arroz passou de R$ 40 para quase R$ 100. “Mesmo correndo adversidades climáticas e perdas, as culturas, especialmente a do arroz, não foram tão prejudicadas em nossa região. Estes fatores aliados ao aumento de preços pagos aos agricultores, refletiram positivamente na economia regional”, explica o coordenador.

Piva ainda lembra que os municípios pequenos, como os integrantes da Amesc, não sofreram tanto com a questão de perda de empregos, sendo que em muitos municípios, mesmo diante da pandemia, houve um aumento de vagas. “Diante deste cenário positivo, a projeção econômica aponta um crescimento acima de 12% no ano de 2020 na região da Amesc bem acima da média estadual, que deve ficar em torno de 8%”, completa.

Canais de desenvolvimento

Obras estruturantes também devem mudar a rotina de milhares de pessoas. A principal delas é a Serra da Rocinha, na BR-285, que deve ser finalizada até março do próximo ano. No início do mês, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entregou 8,8 quilômetros de pista pavimentada no contorno de Timbé do Sul.

Segundo o secretário executivo da Amesc, Moacir Mario Rovaris, as obras chegam em um bom momento. “A Serra da Rocinha, por meio da BR-285, ficará pronta em breve, e será um canal importante para o desenvolvimento regional”, assinala.

Em junho, foi assinado o convênio para a construção da ponte que liga Morro dos Conventos ao Distrito de Hercílio Luz, em Araranguá.

Outra obra aguardada é a pavimentação da Rodovia Jacob Westrup, que já teve início. Nos 2,4 quilômetros que pertencem ao município de Maracajá, a previsão de término dos trabalhos é para julho do próximo ano.

Investimentos milionários

Também nesse mês, foi lançado o edital de concessão dos parques nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral, na região dos cânions, em Praia Grande. Isso deve garantir investimentos milionários na localidade.

O secretário executivo da Amesc complementa que o fortalecimento na área turística será mais uma demanda que evidenciará o Extremo Sul. “Todo o trabalho que é feito está em fortalecimento. A cada dia estaremos mais preparados para desfrutar de tantos equipamentos turísticos que possuímos através desta estruturação que ocorre”, analisa.

Momento ímpar

O presidente da Amesc e prefeito de Balneário Gaivota, Ronaldo Pereira da Silva (PP), evidencia que o Extremo Sul passa por um momento ímpar, com diversas conquistas ao longo dos últimos anos. Destaca ainda, que o trabalho conjunto entre os gestores auxilia para que todos se comprometam com as necessidades estruturantes que garantem oportunidades para todos em conjunto.

“A cada dia que passa o trabalho se torna mais integrado e as pessoas valorizam a própria terra, nosso extremo sul. Temos uma região incrível a qual devemos amar e lutar por ela. Cada vez mais unidos vamos mudar o foco de sermos uma região esquecida e com poucos recursos”, destaca.

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