A força do protagonismo feminino na agricultura

Rosilene Debiazi Galvani, de 41 anos, desde jovem trabalha na roça e garante o sustento da família junto ao marido

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Orleans

Não é de hoje que as mulheres se dedicam diariamente às atividades do campo, mas, com o passar dos anos, o protagonismo feminino na agricultura familiar vem se consolidando. Conforme dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil alcançou a marca de um milhão de mulheres dirigindo propriedades rurais, enquanto somente em Santa Catarina esse número chega a 173 mil.

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Natural do interior de Orleans, Rosilene Debiazi Galvani, de 41 anos, é agricultora, mãe, esposa e um exemplo de protagonismo feminino na agricultura. Há pelo menos três décadas trabalha na roça, e junto ao marido, deu início à plantação e cultivo do fumo e gado leiteiro, hoje principais rendas da família. Desde jovem, Rosi sempre foi ligada ao campo e às lavouras, dedicando grande parte da vida à produção de culturas para consumo próprio e comercialização.

“Éramos em cinco irmãos e desde os 10 anos eu ajudava na roça. Na época, com aquela idade, trabalhava meio período, ajudava meus pais e irmãos e o outro meio período eu estudava. Fiz o ensino médio completo e enquanto o estudo era público, eu fui estudando. Após isso, meu pai não tinha condições de pagar um curso, então parei de estudar, mas sempre ajudei na lavoura”, relata a agricultora.

Aos 18 anos, Rosilene casou-se com José Slachta Galvani e teve duas filhas. “Josilene hoje está casada e a Joice fazendo medicina veterinária na Unibave, aqui na cidade. Vim morar na propriedade da família do meu esposo, e trabalhamos com o cultivo de fumo”, conta. Anos depois, a produtora decidiu dar início a um novo ramo dentro da agricultura. “Sempre tive o gosto e apreciação pelo gado leiteiro. Em 2011, convenci meu marido a nós começarmos com uma renda extra que seria o leite, adquirido inicialmente oito vacas”, completa.

Frutos do trabalho

A aposta de Rosilene deu certo e hoje ela e o marido colhem os frutos, com muito trabalho e dedicação, do investimento. “No momento continuamos com o fumo, plantamos entre 80 e 100 mil pés, depende do ano. E o gado leiteiro, temos no momento 31 vacas em lactação, em uma média de 450 litros por dia. Então, continuamos exercendo as duas atividades”, comenta a agricultora.

Incentivo à mão de obra

Devido a mão de obra escassa, Rosi e o marido contratam funcionários temporários para ajudar no cultivo da roça, o que acaba fomentando a economia local e a geração de empregos. “Com uma filha casada e a outra estudando, a gente contrata pessoas para ajudar no fumo, principalmente na colheita. O leite nós dois vamos tocando e cuidando da lavoura. Sempre gostei, meu marido também, a gente adquiriu o terreno então aqui construímos as nossas raízes e acredito que aqui ficaremos”, acrescenta a produtora.

Consumo próprio

Nas próprias terras, cultivam tudo o que precisam. Para suprir as necessidades da família, Rosi e o José plantam culturas para consumo próprio e também para comercialização. “Cultivamos o básico para consumirmos, como o leite, a carne, a banha, o ovo, porcos, galinhas, essas coisas. E aí a renda vem do fumo e do leite”, finaliza a agricultora.

 

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