Um novo rumo para o futebol do Próspera

Presidente eleito no começo deste ano quer modernizar as atividades do clube. Israel Rocha Alves vive a primeira experiência como gestor de futebol e chegou ao comando do Time da Raça por aclamação

Foto: Lucas Colombo/TN
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Tiago Monte
Criciúma

 

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Mesmo sem perspectiva quanto ao início da Série B do Catarinense, o Próspera vive dias importantes fora de campo. Desde janeiro, o clube tem um novo presidente: o advogado Israel Rocha Alves, de 38 anos, substitui Dorval Arriola Rodrigues na cadeira mais importante do Time da Raça. Ele foi eleito por aclamação e teve o registro homologado, na Federação Catarinense de Futebol, em março. “É a minha primeira experiência no futebol profissional. Na perspectiva de gestão, não, pois tenho, com mais dois colegas, um escritório de advocacia com mais de 10 anos. Mas, na gestão do futebol, é a primeira vez”, comenta.

 

A sucessão aconteceu de forma tranquila, sem atritos ou ressentimentos com o antecessor. “Foi um grande consenso com o próprio Dorval (ex-presidente). A gente respeita a história dele e o momento que ele pegou o clube. O Dorval estava reticente com a questão de não ser mais presidente do clube e quem poderia tocar o Próspera, além do que poderia acontecer com o clube. Ele compreendeu que entregou o que poderia ao clube e não conseguiria avançar mais. Não houve brigas ou rixas”, pontua o novo mandatário.

 

Com as atividades esportivas paradas, devido à pandemia do coronavírus, Israel aproveita para tomar conhecimento da parte administrativa do clube. A intenção é profissionalizar o cotidiano do Time da Raça. “Todos os integrantes do clube, e quem acompanha a história, compreenderam que o Próspera precisava seguir por um novo caminho, com um novo olhar. É o momento de buscar uma ideia de profissionalização do futebol e o antigo presidente compreendeu que ele fez tudo o que pôde pelo clube e concordou em sair da direção”, ressalta.

 

Futebol sustentável e de resultados

 

Seguindo a atual linha de pensamento do futebol mundial, Israel admite que os custos para se montar um bom time é alto. Assim, ele quer administrar o Próspera como uma empresa. “Aquele futebol feito simplesmente para o torcedor, por paixão, é fadado ao fracasso. Pode ter algum título, mas não é forte. A gente vê isso no futebol brasileiro: quem dá certo é alicerçado em receita. Se nós pensarmos o futebol como empresa, o produto é o que ele entrega para quem assiste. Porém, se tu te preocupares apenas com isso, talvez tu vá gastar muito mais com matéria prima e a conta não fecha no final do mês”, comenta.

 

A ideia do novo mandatário é fazer do Próspera um clube formador e que gere receita com negociações de atletas criados nas categorias de base do clube.“O futebol é caríssimo e com alto rendimento é mais caro ainda. A gente está buscando entender a posição do Próspera. Ele pode ser um bom clube formador. Então, o Profissional é necessário, até para dar uma finalidade à formação do jogador. A torcida espera um time com consistência, que apresente um futebol com dinâmicas e que possa ser bem visto”, explica Israel. “O objetivo é ser um clube formador e se voltar para a nossa região. Queremos que as pessoas daqui vejam que o Próspera pode fazer um futebol de formação para entregar o jovem. Os moradores têm que confiar no clube”, completa.

 

Inicialmente, antes de avançar para a profissionalização, o dirigente cria processos que otimizem o dia-a-dia do clube. “Daí sim, chamaremos as pessoas para conhecer uma nova estrutura do Próspera. Mais do que isso: um clube com identidade e que entregue para a população mais do que um futebol, atualmente na Série B do Catarinense, e um auxilio à população. Teremos bastante trabalho”, enfatiza.

Máscaras estão à venda no clube

 

Assim como outros clubes e empresas, o Próspera está comercializando máscaras no combate ao coronavírus. A cada combo vendido, o clube doa um quilo de alimento. São três mascaras por 20 reais. Até o momento, aproximadamente 100 kits já foram vendidos. O total inicial é de 1000 máscaras e a venda está disponível na secretaria do clube. “A ideia do kit é para que as pessoas possam lavá-las para usar higienizadas todos os dias. Dentro dessa campanha, algumas pessoas têm doado também cestas básicas. Repassaremos todos os alimentos para a Cruz Vermelha“, comenta Israel.

 

 

O novo presidente está otimista e promete revolucionar a gestão do clube. “Talvez, a gente surpreenda com o que a gente pretende fazer com o Próspera. Isso em relação a parcerias e até mesmo na divulgação das informações. A produção de conteúdo será além de escalação de time”, finaliza.

Confira a reportagem completa na edição desta segunda-feira do Jornal Tribuna de Notícias.

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Por: Tiago Monte
Em: Criciúma

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