Sem ônibus, lojas da galeria do Terminal Central perdem movimento

A maior parte dos clientes são usuários do transporte público, que permanece paralisado por conta da pandemia

Foto: Gustavo Milioli / TN
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Já se passaram dois meses desde que o governador Carlos Moisés, por decreto, suspendeu as atividades do transporte coletivo em Santa Catarina. A decisão interfere diretamente em outros setores da economia. Nas lojas do túnel do Terminal Central de Criciúma, por exemplo, a grande maioria da clientela era formada por usuários do transporte coletivo. Os comerciantes já sentem os impactos causados pela pandemia do coronavírus.

Na loja Cantinho da Vovó, especializada em produtos coloniais, a atendente Ana Cláudia de Souza relata que o movimento caiu em cerca de 70%. “Dependemos muito dos ônibus. Agora, só vem comprar quem tem dinheiro para usar o Uber, ou quem tem carro”, lamenta Ana Cláudia.  “Tivemos bastante prejuízo, porque trabalhamos com produtos perecíveis, então acabamos perdendo muitas coisas”, completa.

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A gerente da Ávila Produtos Naturais, Tânia Barp, também sentiu a mesma queda. “Boa parte do nosso público é o pessoal dos bairros, os estudantes e os aposentados. Agora eles não têm motivos para virem ao Centro. O movimento melhora aos pouquinhos, o mês de maio foi ligeiramente melhor do que abril”, conta.

Essa é a realidade de todos os comerciantes da galeria. E se não bastasse a queda no movimento, outras despesas surgem no momento atual, como destaca Natália Stolf, proprietária da Nati Cosméticos. “Precisamos buscar funcionários em casa, pagando Uber. Isso é um custo que não podemos arcar em um período desse. Além de não vendermos o esperado, ainda tiramos mais do bolso para essa locomoção”, afirma.

Isso faz com que algumas contas acabem caindo no prejuízo. Porém, ao menos em relação ao aluguel dos espaços, as partes têm utilizado a empatia para renegociar os pagamentos. “Alguns locatários dão uma abertura maior, porque está bem complicado. Se fosse o aluguel cheio, não teríamos condições”, aponta.

Todas as lojas estão seguindo as normas impostas pelo Governo do Estado. Para evitar aglomeros, apenas dois clientes podem adentrar ao mesmo tempo. O distanciamento mínimo precisa ser de um metro e meio, e todos devem usar máscaras, além de usar o álcool em gel na entrada e na saída. “Mesmo com todas essas medidas, o povo ainda está bem receoso. Esperamos que a vida volte ao normal o mais rápido possível”, finaliza.

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