“Queremos a mesma integralidade da PM e da PF”, diz delegado Bortolini

Policiais civis se sentem desvalorizados com Reforma Previdenciária do Governo do Estado e revela que profissão gera diversos desgastes

Divulgação Polícia Civil
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Érik Borges
Florianópolis

A decisão do Governo do Estado de retirar o projeto da Reforma Previdenciária de votação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) teve reação negativa dos representantes da Polícia Civil de Santa Catarina. Isso porque o projeto já havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, antes de ir para votação no plenário, o Estado retirou o projeto de pauta, alegando que iria modificar alguns pontos. Segundo o governador Carlos Moisés, a retirada se dá para evitar a aprovação de alterações que descaracterizam a proposta enviada, reduzindo consideravelmente a economia planejada para os próximos anos.

“Algumas pessoas alegam que a Polícia Civil iria gerar déficit para o Estado. Mas é impossível que três mil policiais que recolhem 14% de Iprev quebrem o Estado. Nós só estamos buscando o reconhecimento previdenciário que já foi atribuído à PM e Polícia Federal, assim como as diversas Polícias Civis dos estados que já fizeram a Reforma Previdenciária”, conta o delegado Rodrigo Bortolini, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol).

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Reconhecimento

A categoria esperava um alinhamento do que ocorreu com a Polícia Militar (PM) e Polícia Federal (PF), que contam com a integralidade do salário ao se aposentar. “Ou seja, queremos nos aposentar com o último salário. A Polícia Civil nunca questionou o tempo de serviço e idade para aposentadoria, pois isso tudo é passível de negociação. Mas queríamos um projeto que fosse dentro dos moldes das outras instituições de Segurança Pública”, ressalta Bortolini.

O delegado destaca que a Polícia Civil do Estado conta com os maiores índices de elucidação de homicídios do Brasil. “O crime organizado está controlado graças ao trabalho permanente dos agentes. Também queremos a paridade salarial, que é quando o inativo tem o mesmo reajuste que o ativo”, reivindica Bortolini. Segundo ele, essa possível disparidade na aposentadoria, se aprovada, vai gerar desinteresse de as pessoas ingressarem na carreira. “Na PM, em caso de falecimento, existe a pensão integral. Na Civil não”, diz Bortolini.

O delegado lamentou a retirada do projeto de tramitação na Alesc por parte do Governo do Estado e disse que irá buscar informações junto ao governador para saber o que motivou essa retirada de pauta. “Era um projeto justo, apresentava segurança jurídica e aquilo que a categoria merece pelo tipo de atividade que presta. A atividade policial causa desgaste físico e psicológico, é estressante, é perigosa”, ressalta o delegado.

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