Mesmo após atropelamento, sinalização de pista continua precária

Com fluxo intenso de veículos e pedestres, Rodovia Alexandre Belloli conta com trechos sem acostamento

Foto: Lucas Colombo / TN
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No começo desse mês, uma mulher foi atropelada por um caminhão enquanto trafegava de bicicleta, vindo do trabalho, na Rodovia Alexandre Beloli, na Primeira Linha, em Criciúma. Ela morreu ainda no local, que não conta com acostamento. A nossa equipe de reportagem esteve na localidade e conversou com moradores locais. Silvio Marques, que mora nas proximidades há 18 anos conta que a estrada está mal sinalizada e que, à noite, fica ainda pior.

“Também falta acostamento. Isso tudo ainda junto com a imprudência dos motoristas, o risco de acidentes aumenta bastante com esses fatores”, diz Marques. Ele conta que pedala quase todos os dias nessa rodovia, mas afirma que se preocupa com a falta de condições ideias que ela proporciona aos pedestres, ciclistas e motoristas.

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O senhor Fernando Mangilli, que mora na localidade há 65 anos conta que o atropelamento aconteceu em frente à sua residência. “Fizeram o asfalto mal feito. Era para ter acostamento. O movimento perto das 18h intensifica mais ainda. Eles passam muito juntinho. A gente que mora aqui já tem a ciência, mas pra quem não conhece, em dia de chuva, tu não sabes que lado da estrada tu estás”, diz Mangili, se referindo à falta de sinalização vertical na pista.

Presidente da Câmara acompanha a situação

Grande parte da rodovia não conta com acostamento. O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Tita Beloli, que também mora nas proximidades, conta que a projeção é que ainda em 2020, as obras já estejam em andamento ou até mesmo concluídas, em razão de uma emenda parlamentar da deputada federal, Geovania de Sá. “Vou acompanhar de perto isso, porque é um convênio com a Caixa Econômica. É uma situação bem delicada. Os moradores reclamam e a gente está trabalhando forte nesse sentido”, diz Belloli.

Ele explica que essa já é uma solicitação antiga, porque a rodovia, desde a Rodovia Luiz Rosso até o condomínio Lagoa Dourada (apenas referência) nunca foi terminada. “Eles fizeram uma primeira capa asfáltica, que necessitava de regularização, precisava ter outra capa. Mas teve alguma questão judicial com a empresa e não foi terminada”, lembra Belloli.

Emenda parlamentar                          

A rodovia é municipal e, para as melhorias na pista, com reconstrução da capa asfáltica, calçadas e acostamento, ampliação do sistema de drenagem de águas pluviais e a sinalização horizontal e vertical, a deputada federal Geovania de Sá destinou R$ 2,5 milhões para Criciúma.  O valor irá permitir a revitalização da rodovia, que faz parte do Anel Viário da Cidade e que serve de acesso à Via Rápida.

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