Karina Manarin: A situação delicada de Moisés

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Foto: Reprodução
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Apesar de a coluna não contar com uma bola de cristal, não é difícil prever a situação complicada do Governo de Carlos Moisés, do PSL, e o futuro político nada promissor que o aguarda, caso decisões mais efetivas não sejam tomadas. Em meio ao turbilhão que se formou com a compra de respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, poucas atitudes concretas foram encaminhadas para o enfrentamento a pandemia de coronavírus. Moisés decretou uma quarentena mas não conseguiu organizar o setor de saúde, com instalação de mais UTIs e faltam inclusive sedativos e bloqueadores neuromusculares, fundamentais para o tratamento de pacientes graves de covid-19 que precisam de intubação. Fato esse que é objeto de uma ação Civil Pública por parte do Ministério Público de Santa Catarina. Antes disso, pipocaram suspeitas relativas ao Hospital de Campanha, além da questão do reajuste dos procuradores, motivo de pedido de impeachment na Assembleia. O novo fato é a entrega por parte do deputado estadual Kennedy Nunes, do PSD, de denúncias relativas aos Portos de Imbituba, Laguna e São Francisco do Sul, diretamente à Polícia Federal em Brasília. A cada período um fato que surpreende, deixa dúvidas sobre o real sentido da nova política, apregoada em campanha,  e aos poucos faz cair por terra a tese defendida pelo próprio Governador e seus aliados de que a questão dos respiradores é uma exceção num governo repleto de realizações e inovações. Nesse ritmo, por mais que politicamente não se perceba a intenção de retirar Moisés do poder. um impeachment pode se tornar inevitável.

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