Gasolina mais barata nos postos de Criciúma

Mesmo com base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao preço de R$ 4,38, concorrência fez o preço cair nas bombas

Lucas Colombo / TN
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Érik Borges

Criciúma

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Uma promoção relâmpago fez com que o preço da gasolina baixasse ontem, em Criciúma. O Governo Federal divulgou uma redução de 3% no valor do combustível oriundo da refinaria. Porém, é possível que essa redução no preço não seja em razão dessa redução na porcentagem do valor repassado pela refinaria de petróleo. Isso porque o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributação estadual que é retida na fonte, teve reajuste na base de cálculo sobre o combustível.

De acordo com Luiz Orlando Simon, proprietário de postos de combustíveis em Criciúma e de Maracajá, a redução de 3% comparada ao aumento do ICMS fez com que o combustível, em vez de reduzir o preço, tivesse que ser aumentado em R$ 0,02. Isso porque a base de cálculo, que antes era de R$ 4,29, foi reajustada a R$ 4,38, ou seja, essa imposto incide sobre o valor do combustível e interfere no preço final. “Isso fez com que o imposto que é retido diretamente na fonte, imposto estadual, interferisse no preço do combustível ao consumidor final”, explica Simon.

O ICMS cobrado sobre a base de cálculo é realizado através de uma pesquisa que reúne informações de preços de combustíveis em todas as regiões do estado. “O governo estadual faz uma média dos preços e monta uma base de cálculo. Ela foi reajustada em R$ 0,09. Então não se torna viável disponibilizar alguma redução de preço ao consumidor final”, conta Simon.

Outro proprietário de posto de combustível, Edilson Barp também afirma que se trata de uma promoção relâmpago de alguns postos e que não é possível manter os preços a R$ 4,09, por exemplo, sem reduzir drasticamente a margem de lucro. “O que ocorre é que alguns postos reduziram a margem de lucro para quase zero, talvez para não perderem 05clientes, talvez por ser começo de mês ou para reduzir o estoque, isso foi feito e outros postos tiveram que reduzir também para ter concorrência. Porque não tem como fazer isso durante muito tempo”, conta Barp. Segundo ele, essa promoção relâmpago que acomete alguns postos da cidade deve acabar em poucos dias.

Pesquisa de preços

A gasolina mais barata registrada pela reportagem do Tribuna de Notícias foi num estabelecimento da Rodovia Luiz Rosso, no Morro Estevão, onde o preço da gasolina comum foi colocado a R$ 4,06. Em um posto de combustíveis, assim como a aditivada. No posto próximo ao Hemosc de Criciúma, a gasolina comum apresentou preço a R$ 4,09 a comum e R$ 4,29 aditivada.

No posto pertencente ao bairro Operária Nova, o preço foi de R$ 4,09 para a gasolina comum. De acordo com o anúncio, trata-se de uma promoção. No bairro Pinheirinho, um posto divulgou preço da gasolina comum a R$ 4,34 e a aditivada a R$ 4,49. Já no bairro São Luiz, o posto próximo à delegacia de Polícia Civil disponibilizou gasolina comum a R$ 4,09, assim como a gasolina aditivada. Um posto próximo a rótula, pertencente ao bairro Comerciário, em Criciúma, a gasolina foi vendida a R$ 4,09, enquanto a aditivada apresentou custo de R$ 4,19.

Já na Rodovia Miguel Patrício de Souza, no bairro Jardim Maristela, o preço a R$ 4,09 se repetiu com relação à gasolina comum. Já a aditivada apresentou custo de R$ 4,12. Já no bairro Próspera, próximo ao terminal de ônibus, o preço do combustível também foi divulgado a R$ 4,09.  A gasolina aditivada teve o preço a R$ 4,39. No posto próximo ao Nações Shopping (apenas referência), a gasolina comum apresentou o valor de R$ 4,34 para a opção comum, enquanto a aditivada apresentou preço de R$ 4,49. O mesmo preço se repetiu em um posto de combustíveis próximo à Rodoviária de Criciúma, no Centro.

Procon

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Criciúma, em 2019, realizou 37 pesquisas de preços de combustíveis em postos do município. A última pesquisa aconteceu em novembro do ano passado. O coordenador do Procon de Criciúma, Gustavo Colle conta que a pesquisa, que antes era feita semanalmente, precisou ser interrompida em razão de outras demandas. “Estamos com a Unidade Móvel do Procon a todo vapor, indo nos bairros e cidades mais afastadas”, justifica Colle.

 

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