Funcionários do transporte coletivo com futuro incerto

Presidente da ACTU não descarta suspensões de contratos

Lucas Colombo /Arquivo TN
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Érik Borges
Criciúma

O governador Carlos Moisés decretou novas medidas restritivas para promover o isolamento social em sete regiões que estão classificadas em situação gravíssima, de acordo com a matriz de risco regionalizada, por conta da pandemia de Covid-19. Na Região Carbonífera (Amrec), o transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal de passageiros está suspenso por 14 dias a partir de hoje. O retorno está previsto para o dia 3 de agosto.

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Porém, o presidente da Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU), Everton Trento afirma não acreditar que ao fim destas próximas duas semanas o governador irá liberar o transporte dos ônibus novamente. “Eu não acredito neste governador. No começo do ano ele falou que ia paralisar por 15 dias, depois paralisou por 30, 60 e assim por diante. Como se a culpa da proliferação do vírus fosse da circulação de ônibus”, declara Trento.

Segundo ele, não está descartada a hipótese de novas suspensões de contrato e até mesmo de demissões de funcionários. “Essa decisão nos pegou de surpresa. Eu não sei como vai ser o futuro das empresas de ônibus. Estamos totalmente inseguros. Como fica a situação do funcionário que retornou e vai ter que parar de novo? Sinceramente, eu não sei”, afirma Trento.

Ritmo de atividade

O presidente da ACTU conta que o fluxo de passageiros por dia era de 50 mil antes da pandemia. Com a retomada das atividades, esse número começou com quatro mil e atualmente estava em 7 mil pessoas por dia. “Essa quantidade de passageiros por dia, distribuída pelo número de ônibus, ainda é uma quantidade muito pequena. Com essa parada novamente, o futuro é incerto. Nós não sabemos o que vamos fazer.

Concentração em espaços públicos

A concentração e permanência de pessoas em espaços públicos de uso coletivo, como parques, praças e praias também estão suspensas. A região de Criciúma está classificada como de risco altíssimo. “Como havíamos falado desde o início dos trabalhos de enfrentamento desta pandemia, a primeira quinzena de julho seria uma das mais difíceis de enfrentarmos. Isso de fato está acontecendo”, afirmou o governador.

No mesmo decreto, o governador Carlos Moisés também alterou para 7 de setembro, valendo para todo o território catarinense, a suspensão de aulas presenciais nas unidades das redes pública de ensino, municipal, estadual e federal, além da rede privada, relacionadas à educação infantil, ensino fundamental, nível médio, educação de jovens e adultos e ensino técnico em Santa Catarina.

Impacto na Amrec

Hoje, os prefeitos da Associação do Município da Região Carbonífera terão uma conversa sobre o impacto do decreto na região. De acordo com o presidente da Amrec e prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin, o decreto será acatado por todos os prefeitos e cada município fará as respectivas alterações nos decretos atuais para se adequar à determinação estadual.

“A princípio, o decreto do governador atinge mais a questão dos ônibus municipais e intermunicipais. Já os demais pontos que ele coloca, basicamente já se tinha aplicado nos municípios, como o controle sobre os parques, enfim. A tendência é fazer uma reunião virtual e tomarmos as decisões. Nós vamos conversar e ver a reação de cada prefeito”, diz Magagnin.

Ele comenta que o governador deveria atuar mais junto aos hospitais e que fosse mais ágil na abertura de novos leitos. “É claro que houve uma incidência grande de contaminação aqui no Sul, mas os nossos hospitais precisariam de mais leitos e acredito que se tivessem mais leitos e trabalho forte de conscientização, haveria uma tendência de estabilização”, diz Magagnin. Segundo ele, o governador não dialoga com os prefeitos. Magagnin também ressaltou que existem 18 pacientes internados que são de fora da Amrec.

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