Agro É Tudo: Frutas têm o frio como aliado

Contando com as temperaturas mais baixas, produtor de Urussanga cultiva ameixa, nectarina, pêssego e uva para todo o Brasil

- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Urussanga

- PUBLICIDADE -

O projeto Agro É Tudo fala sobre o agronegócio no Sul de Santa Catarina. Em um material especial, você acompanha, diariamente, aqui no portal tnsul.com todos os detalhes sobre as principais atividades, com dados e números que movimentam a economia da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc).

As altas temperaturas que passaram pelo Sul do Estado, na semana passada, prejudicam as produções de frutas. Em Urussanga, Fabrício Marangoni, de 44 anos, que cultiva ameixa, nectarina, pêssego e uva, para todo o Brasil, lamenta os invernos quentes, com média mais elevada nos termômetros. “As condições climáticas não estão favoráveis, nos últimos dois anos. Isso prejudica muito. A fruta de calor precisa de frio para ela entrar em dormência: cair as folhas. Precisa de acumulo de frio para ter uma boa safra seguinte. O calor prejudica”, explica.

A explicação técnica para o prejuízo frente ao calor vem da perda rápida da baixa temperatura. “Calor fora de época atrapalha. O que a fruta acumula de frio, perde no dia quente e tem que fazer o processo todo de novo. A gente não tem o que fazer contra o calor é só contar com o clima mesmo”, diz.

Com plantações localizadas no interior do município, em locais mais altos, Fabrício explica a opção pelo plantio nos morros.“Os lugares com mais altitude favorecem, pois a temperatura é mais baixa. Estamos em uma altitude de 350 a 400 metros. É bem alta e totalmente diferente da região de Criciúma e Cocal do Sul, por exemplo. Aqui em Urussanga favorece mais”, pontua.

Expectativa por uma boa produção

Produtor há 28 anos, ele herdou o negócio dos pais. Uma prática muito comum no agronegócio do Sul Catarinense. As plantações de frutas crescem cada vez mais e a expectativa de comercialização é ainda maior. “A gente tem a estimativa de chegar, se o ano for bom, perto de um milhão de quilos”, diz.

Os negócios rompem as divisas catarinenses.“ Mandamos para Florianópolis, São Paulo e quase todo o Brasil. Temos clientes em diversos cantos como São Paulo, Rio de Janeiro e até Macapá já foi”, conta.

A estiagem deste ano prejudicou um pouco o plantio. Mas a irrigação acabou sendo a real “salvação da lavoura”. “Em algumas áreas, atrapalhou, mas pouco, porque aqui, geralmente, temos irrigação. Onde não tem a estrutura, prejudicou um pouco, mas, nas demais, sem problema”, pontua.

A pandemia do coronavírus não influenciou nos negócios de Fabrício. “Não atrapalhou porque não estamos na época de colheita. Para a venda não refletiu em nada, vamos ver quando começar a safra em setembro e outubro”, conta.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.