Distrito de Estação Cocal: local pujante e com vocação

Já se passaram 116 anos da fundação da localidade que é mais antiga que o próprio município de Morro da Fumaça. Hoje o setor têxtil é o mais forte no distrito, gerando emprego e renda para as mais de sete mil famílias

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Neste ano de 2020, o Distrito de Estação Cocal comemora 116 anos. O território nasceu em volta da própria estação ferroviária, por isso originou-se o seu nome. Hoje considerado um Distrito do município de Morro da Fumaça, o local conta com diversas vocações.

A localidade surge por volta do ano de 1904, data essa que fica exposta em uma placa em frente à igreja Santa Catarina.

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Segundo os registros históricos do livro ‘Estação Cocal: 100 anos de história’, os primeiros habitantes vieram da localidade de São Pedro, que pertence a Urussanga, e de Azambuja, de Pedras Grandes, ainda para a região chamada de ‘Linha Segunda’.

Os pioneiros a chegar à localidade foram a família de Santo Zaccaron, sendo que ele o primeiro morador da localidade. E, posteriormente chegaram as famílias De Rochi, Soratto, Pagnan, Maragno, entre outras famílias que até a atualidade estão presentes no distrito e contribuíram para o desenvolvimento local.

No princípio, a economia de Estação Cocal era guiada pela agricultura, mas, o começo não foi tão fácil. O sustento das famílias se dava por conta da criação de animais e do plantio de culturas, como milho, soja, arroz, essas que eram reservadas apenas para os lares. O que não conseguiam produzir lá era encontrado em Laguna, o principal centro de abastecimento da região, que comercializava produtos trazidos de navio que encostavam no Porto de Imbituba.

O hoje de Estação Cocal é totalmente diferente. A principal fonte de renda da localidade, segundo o intendente Ricardo Pacagnan, responsável pelo Distrito, não é mais a agricultura. A facção é o setor que mais emprega e gera riquezas, mas a mineração da pedra fluorita no passado (1963-2000) gerou muitos benefícios. “Os empregos estão fixos nas empresas têxtil, que é nosso forte, pois ficamos em uma localização privilegiada, próxima a cidades como Cocal do Sul, Treze de Maio, Urussanga, e isso atrai muitas pessoas. Hoje 60% a 70% da economia do Distrito está ligada às facções”, disse.

Conforme Pacagnan são mais de sete mil habitantes distribuídos em diversas localidades. “O Distrito de Estação Cocal é um lugar de pessoas acolhedoras, sete mil habitantes que residem em sete localidades diferentes, sendo elas: Mina Fluorita, Linha Pagnan, Vila Rica, Linha Bortolato, Mina Visconde, parte de Linha Torrens e o próprio Centro da Estação Cocal”, contou.

Para o futuro, o intendente afirma que as expectativas são positivas. “Ainda que não tenhamos algumas ligações não pavimentadas, temos um distrito bem estruturado. Temos uma rodovia, a SC-442, que estará em pouco tempo cortando a Estação e com isso a garantia de um futuro próspero, já que isso atrairá empresas para se instalarem e gerarem empregos e renda. Além disso, está sendo construída uma área industrial, que chamará a atenção de novos investidores”, falou.

Em Estação Cocal, o comércio é liderado por pequenas lojas, supermercados e farmácias, mas, nem todas são filiadas a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Morro da Fumaça, explica o presidente Claiton da Silva. “A economia de Estação Cocal é diversificada. Lá é um local onde existem diversas empresas, no ramo de sapataria, lojas de roupas, supermercados e entre outros serviços”, falou.

O segmento mais forte da localidade é o ramo de facção. Existem diversas fábricas espalhadas pelo território. Conforme Saionara Freitas são 16 facções no Distrito, empregando mais de 500 pessoas. “A facção é um ramo de extrema importância, e emprega grande parte da população distrital. Apesar de ser um dos setores mais atingidos neste momento de pandemia, é o um dos que mais contribui para o distrito”, pontuou.

Confira o especial de Estação Cocal no Jornal Tribuna de Notícias desta terça-feira.

 

 

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